Lula chega ao Irã discute programa nuclear com Ahmadinejad

Lula vai tentar restabelecer as negociações entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica

O presidente Lula chegou neste sábado (15) ao Irã. No domingo, Lula tem um encontro com o presidente Mahmoud Ahmadinejad para discutir o programa nuclear iraniano. Os enviados especiais Poliana Abritta e Josuel Ávila estão no país dos aiatolás.

Mostrar como vivem os iranianos é uma tarefa difícil e arriscada. O governo, que reprime manifestações oposicionistas com prisões e violência, não permite que suas ruas e seu povo sejam filmados sem autorização previa. Quando as pessoas são perguntadas sobre o que elas acham do atual governo, a maioria desiste de dar entrevista. Diz que prefere não comentar o assunto.

Desde 1979, quando o islamismo xiita assumiu o poder, o regime que comanda o país é o da religião. No Irã, as regras da religião são respeitadas, assim como as leis de um país. As mulheres, por exemplo, não podem andar nas ruas sem o véu na cabeça. Mostrar o cabelo é encarado como uma tentação para os homens. Assim, o véu é um item obrigatório para todas as mulheres ? até mesmo para a repórter.

Muitas se vestem da tradição mulçumana da cabeça aos pés. Mas outras, principalmente as mais jovens, protestam com o cabelo cada vez mais aparente e querem a modernização do país.

Os iranianos gostam do povo brasileiro. Nos últimos anos, as relações entre os dois países têm aumentado. O comércio cresceu, e o presidente Lula é um dos poucos contrários à imposição de sanções comerciais ao Irã e a favor do programa nuclear iraniano, desde que para fins pacíficos, como promete o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Este é o principal motivo da visita do presidente Lula: tentar restabelecer as negociações entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica. No domingo (16), Teerã será o centro das atenções. A pergunta que fica é: será que deste encontro vai mesmo sair uma boa notícia?

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste sábado que existem condições para se chegar a um acordo. O Brasil quer que o Irã aceite que o enriquecimento de urânio seja feito na Turquia, país que tem laços com Teerã e também com países ocidentais. A expectativa é que o acordo sirva para acalmar a comunidade internacional, que acusa o Irã de querer desenvolver armas nucleares.

Fonte: g1, www.g1.com.br