Maior casamento gay coletivo do mundo une 153 casais no Rio de Janeiro

Maior casamento gay coletivo do mundo une 153 casais no Rio de Janeiro

Casamento coletivo une 153 casais homoafetivos

A comunidade LGBT celebrou neste domingo o direito a toda a forma de amor. O projeto “Amor é legal” realizou o casamento civil de 153 casais homoafetivos, antes reconhecidos apenas como união estável. O status de cônjuge garante uma série de direitos a estes cidadãos, como a possibilidade de adotar o nome do companheiro e a proteção patrimonial do casal, em caso de morte, o parceiro tem igualdade de condições em relação aos outros parentes. A certidão conta também os anos em que o casal já estava junto.

— Hoje podemos viver com tranquilidade. Se por alguma tragédia algum de nós morrer, o outro terá direito ao patrimônio que construímos juntos. Não aconteceria, como já vi com amigos meus, de a família entrar no meio e levar tudo. Eu já tive que ouvir piadinhas de um irmão que se diz da minha família falando que se eu morrer fica com tudo mesmo — comemora a atriz e cantora Jane Di Castro, que entrou na cerimônia cantando “Emoções”, de Roberto Carlos.

A celebração, que é a maior do tipo no mundo, segundo a Superintendência Estadual de Direitos Individuais, aconteceu neste domingo no Armazém Utopia, na Avenida Rodrigues Alves, Cais do Porto, Zona Portuária do Rio. Os recém-casados e alguns convidados também participaram de uma recepção oferecida pelo Governo Estadual, no próprio Armazém 6. Esta já é a quinta cerimônia coletiva de casamento homoafetivo realizada no Rio e a com maior número de casais. A próxima será realizada no dia 28 de junho, que é também o Dia Internacional do Orgulho Gay. A inscrição para o evento é feita pelo telefone 0800 02 34 567.

— Fizemos o primeiro casamento coletivo em 2011, depois da decisão do governo que questionou o tratamento desigual dos casais. Além de celebrar, queremos estimular as pessoas a saber como usar este direito. Mostrar que é possível — explica o coordenador do programa Rio Sem Homofobia e idealizador do projeto Cláudio Nascimento, que, junto com o seu marido João Silva, foi também o primeiro homossexual casado no Rio.

Hoje, no Brasil, não há uma legislação que garanta o casamento gay. Por conta disso, muitos casais ainda têm dificuldades para conseguir a certidão de união civil. Os matrimônios acontecem amparados por uma decisão do STF.

— É a justiça agindo na brecha da lei. Não se pode negar a ninguém um direito só porque não há uma lei que regulamente. O casamento homoafetivo hoje é inquestionável — comenta a juíza Rachel de Oliveira.

É o caso de Marcelo Martins, de 27 anos, e Fabiano Ricardo, de 22, que vinham de fórum em fórum tentando conseguir a certidão de casamento.

— Foi muito difícil até conseguirmos. Quando fui ao Rio Sem Homofobia fui orientado da maneira correta até esta oportunidade. Esses eventos são a resposta para a nossa sociedade. O próximo passo é a adoção de um filho — comemora Marcelo.

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Fonte: EXTRA