Matagais causam transtornos aos moradores da zona Leste

O risco de dengue também é iminente.

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Os matagais estão tomando conta das praças, ruas e terrenos baldios da zona Leste de Teresina. Este fenômeno aumenta consideravelmente neste período do ano, pois as chuvas terminam por dar vida às espécies que fazem volume a esta vegetação. O problema é que esses matagais trazem consigo diversos problemas, tais como a insegurança, visto que são o ambiente perfeito para fugas e também para esconder objetos furtados. O risco de dengue também é iminente.

No bairro Morada do Sol, especialmente nas Ruas Professora Adalgisa Paiva, Mundinho Ferraz, Crescêncio Ferreira e Assis Veloso a situação não é diferente. As praças do entorno que, de acordo com a população, antes eram sempre podadas e limpas estão tomadas pelo mato e lixo, tirando das pessoas esses espaços de lazer e convivência.

Segundo Amarilis Eliane, que mora há 5 anos na região, os matos nunca estiveram tão altos, principalmente nas praças do entorno. Ela afirma que antes eram feitos cortes e a limpeza destes locais constantemente, mas que agora não existe mais esse serviço. “Normalmente eram feitas podas frequentes, mas agora eles não vão mais. A maioria das ruas e praças daqui do bairro [Morada do Sol] estão tomadas de matos”, relata.

Matagais contribuem para a existência de focos de dengue

Outro problema causado pelos terrenos baldios e o acúmulo de vegetação nesses locais é o risco de dengue. Isso porque esse ambiente úmido com água parada é propício para a proliferação do Aedes Aegypti, vetor do vírus que provoca a dengue em seres humanos. Desta vez não só a Prefeitura é responsável, mas também a população que não tem os cuidados necessários com o lixo e jardins.

O lixo associado aos matagais é a fórmula perfeita para a proliferação do mosquito: “Infelizmente ainda tem muita gente, os próprios moradores, que deixam o lixo acumular água por aí. Isso associado aos matagais é um ambiente próprio pro mosquito da dengue, e quem acaba ficando doente somos nós”, reclama Amarilis Eliane.

Fonte: Lucrécio Arrais