Matagal invade depósito da Polinter na capital piauiense

O local onde são colocados carros apreendidos pela polícia não é limpo há quase um ano e está tomado pelo mato e repleto de focos da dengue

Um matagal tomou conta do depósito de carros apreendidos da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter). O que antes era um pátio destinado para a apreensão de carros e motos roubados, clonados ou irregulares se transformou em uma floresta que abriga focos do mosquito da dengue e marginais, que podem usar as instalações para se esconder. O delegado da Polinter, Guilherme Mendes, não deu previsões de quando o problema será resolvido.

O local, que abriga cerca de 500 veículos apreendidos entre motos populares e carros de luxo, não é limpo há quase um ano. A ação das chuvas e falta de capina transfiguraram o depósito, que virou foco de mosquito da dengue.

Populares se queixam de que a situação é nova, pois antes era limpo duas vezes ao ano e sofria este tipo de ação.

Outro fator preocupante é que a área do depósito está quase lotada e o pouco espaço que resta é comprometido pela sujeira.

Os veículos estão enferrujados, a céu aberto, e sofrem ação do sol e chuva. A limpeza antes era feita graças a um acordo formal com a Superintendência de Desenvolvimento Sudeste (SDU/Sudeste), mas o delegado Guilherme Mendes afirma que encontra dificuldades para realizar a capina. ?Não era um acordo formal, era apenas verbal. A limpeza da área não é obrigação deles, e sim do Estado. Mas a SDU fazia em forma de favor para nós?, conta o delegado da Polinter.

Guilherme diz que entrou em contato com a SDU/Sudeste três ou quatro vezes apenas este ano, mas não obteve resposta. Segundo o delegado, está marcada uma audiência com a Superintendência para a próxima semana, quando ele espera resolver o problema. ?Caso não seja possível ajeitar, pedirei uma verba especial para a limpeza do local. Mas deve demorar, pois precisa de licitação e liberação de processos?, afirma.

A quantidade de folhagem já causou um incêndio no local e desde a época não é realizada a capina e o próprio delegado admite que o matagal atrapalha o serviço dos fiscais. Guilherme não sabe se o governo dispõe de uma Superintendência para limpeza, porque sempre contava com os trabalhos do SETUT. A SDU/Sudeste informa que possui outras prioridades e não pretende realizar a capina em um futuro próximo.

Fonte: Olegário Borges