Maternidade permite presença de doulas desde 2015 em Teresina

Elas acompanham e dão apoio físico e psicoafetivo às grávidas

Além da presença do acompanhante no momento do parto, baseado na Lei nº 11.108, de 7 de abril de 2005, que garante à parturiente o direito de indicar acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato - a Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), já permite desde 2015 a presença de doulas nesse momento tão importante na vida de qualquer mulher.

No decorrer dessa semana, a Câmara dos Vereadores aprovou Projeto de Lei nº 001/2016 que garante a presença dessas profissionais nas maternidades públicas de Teresina. Do grego "mulher que serve", essas acompanhantes treinadas oferecem apoio físico e psicoafetivo para parturientes durante o trabalho de parto, ajudando e orientando mulheres nesse momento tão importante, mas também onde há muita ansiedade.

"É no contexto da humanização do parto que as doulas se inserem", explica a enfermeira obstetra, Cilene Crizóstomo, coordenadora do Centro de Parto Normal - CPN da Maternidade. Ela esclarece que é preciso desmistificar a questão do sofrimento e da dor voltada para o parto, um momento que gera ansiedade, para gestante e família. "Humanizar é um olhar especial, um cuidado mais acolhedor para que a mulher se sinta mais segura, reduzindo essa ansiedade", disse.

A enfermeira explicou ainda que a humanização do parto inclui acolhimento, privacidade, a presença acompanhante, liberdade de se alimentar, de tomar banho para sentir confortável e segura durante o trabalho de parto, dentre outros. E as doulas, portanto, funcionam como mais uma elemento de bem estar para a futura mãe.

"Por isso, a Evangelina Rosa elaborou uma portaria no ano passado permitindo a presença dessas profissionais durante o trabalho de parto", pontuou. O diretor geral da Evangelina, médico José Araújo Brito explica que , como o próprio nome sugere, a doula deve ser voluntária para prestar acompanhamento no momento do parto, ou seja, que não cobra honorários para esse acompanhamento.

Ao explicar a importância dessa atividade, já permitida na Maternidade, Brito ressalta que presença da doula faz a diferença, assim como uma pessoa da família, fato que, inclusive, é revelado por estudos em nível nacional e internacional que mostram que os resultados dos partos são melhores quando há esse apoio a mais à gestante.

Vale lembrar que as mulheres que pretendem desempenhar essa atividade na Maternidade Dona Evangelina Rosa devem realizar um cadastro e comprovar que tem o Curso de Formação em Doula. Também é pertinente que durante a permanência junto às gestantes, as mesmas não realizam nenhum procedimento técnico, como a enfermeiro obstetra ou médico fazem, nem com a mãe nem com o bebê.

Fonte: Com informações do Portal do Governo