Medidas vão reduzir efeitos de incêndios no Zoobotânico

Medidas vão reduzir efeitos de incêndios no Zoobotânico

Durante o incêndio, 55 animais, entre serpentes, lagartos e preguiças, foram resgatados da mata em chamas

Há pouco mais de um mês, o Parque Zoobotânico de Teresina pegou fogo e registrou uma das maiores queimadas dos últimos 38 anos. Passado esse acontecimento, com a situação sob controle, a direção do parque afirma que estão sendo discutidas novas ações para minimizar as consequências que o incêndio trouxe para o abrigo dos cerca de 220 animais.

Durante o incêndio, 55 animais, entre serpentes, lagartos e preguiças, foram resgatados da mata em chamas. Para controlar o fogo, os bombeiros precisaram pôr em prática a técnica do contra-fogo.

O recinto dos macacos foi o espaço mais afetado, porém os animais só não foram atingidos porque o recinto é em forma de ilha e a água barrou a passagem do fogo. Dos 135 hectares de terra, 30% foi afetado pela queimada.

De acordo com o diretor do Zoobotânico, Benedito Vieira de Carvalho, o fogo no verão é imprevisível e por isso várias medidas preventivas estão sendo tomadas.

Ele esclarece que a situação do parque está sob controle e que agora está esperando a chuva chegar para colocar em prática algumas ações de recuperação da mata.

"Todos os funcionários do parque são treinados para combater o fogo, ou melhor, os focos de incêndio. Além disso, agora vamos começar o replantio da mata nativa que foi perdida.

Estamos só aguardando a chegada das primeiras chuvas", comenta o diretor ao ressaltar que a administração está elaborado um projeto para a implementação de hidrantes em vários pontos do parque.

"Para facilitar o trabalho do Corpo de Bombeiros, estamos trabalhando em cima de um projeto de implementação de hidrantes nas áreas que apresentam maior complexidade.

Todo trabalho vem sendo feito para que incêndios, da mesma proporção a esse, que aconteceu um mês atrás, não volte a ser registrado", completa.

Fonte: Aline Damasceno