Moradores da Av. Boa Esperança fazem homenagem à idosa que faleceu

A área afetada é uma das primeiras regiões ocupadas de Teresina.

Nesse domingo (31.05), os moradores da Avenida Boa Esperança, Bairro São Joaquim, zona norte da capital, realizaram uma oficina sobre "Patrimônio Histórico e Cultural e Meio Ambiente". Na. A atividade foi conduzida por estudantes e professores universitários, advogados, psicólogos, antropólogos e economistas, além de outros colaboradores com a causa. Esteve presente, também, a equipe técnica do Centro de Referência em Direitos Humanos - "Dom Hélder Câmara".

A comunidade está ameaçada de remoção em virtude da implantação da 2º fase do Projeto Lagoas do Norte, que prevê a duplicação da avenida. O projeto é promovido pela Prefeitura Municipal de Teresina e recebe financiamento do Banco Mundial. A área afetada é uma das primeiras regiões ocupadas de Teresina, por isso tem um valor histórico e cultural importante para a capital piauiense.

Antes de iniciar o espaço, os moradores fizeram uma homenagem à Isabel Sousa, conhecida por dona Bela, de 75 anos, que faleceu de infarto em virtude do aprofundamento do seu estado de depressão após ameça de remoção. Em sua homenagem, os moradores plantaram uma muda de árvore para simbolizar o sentimento da idosa. Para Francisca Oliveira, moradora da comunidade, este momento foi bastante emocionante, principalmente porque d. Bela era como se fosse um mãe para todos da comunidade e era muito querida. Ela destaca que a comunidade está ainda mais fortalecida e que continuará resistindo pela sua dignidade.

Dias antes de falecer, a idosa apareceu na TV chorando após falar do temor de perder a sua moradia. Ela vivia de um comércio na sua casa, com quem morava com um irmão deficiente e com o seu marido, Matias, de 76 anos.

Emocionados, ao final, os moradores, junto com os profissionais presentes, reforçaram a necessidade permanecerem em seus lares. Agendaram uma assembléia com toda a comunidade para o dia 09.06 (terça-feira), às 18hs, na comunidade, para discutir novas ações a fim de impedir que o Projeto Lagoas do Norte remova a população pobre sem diálogo e outras alternativas que não comprometam a vida e dignidade dessa comunidade.

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Fonte: Assessoria