Moradores vivem em situação de risco no Parque Itararé, na zona Sudeste de Teresina

Moradores vivem em situação de risco no Parque Itararé, na zona Sudeste de Teresina

As pessoas dizem ter medo por conta de residências que ficam muito próximas à linha do trilho do metrô, o que implica certas dificuldades, como o risco de descarrilamentos

Moradores do Bairro Parque Itararé, zona Sudeste de Teresina, estão em situação de risco, e convivem com medo e receio. Isso porque as residências são muito próximas à linha do trilho do metrô, e isso implica certas dificuldades, como o risco de descarrilamentos e acidentes, que certamente provocariam uma tragédia, visto que as casas estão a poucos metros da linha férrea. O barulho ensurdecedor logo atrás das casas também incomoda bastante.

Nas região, muitas das casas estão nesta situação, mas as que estão mais próximas ao trilho do metrô são as que ficam na esquina da Rua Doutor Pedro Teixeira com a Rua Adão Medeiros Soares, pois os muros da parte detrás das casas estão imediatamente atrás de onde passa o metrô, que vai com destino à Estação do Parque Ideal.

Segundo a dona de casa Maria Pereira da Costa e Silva, é necessário regularizar a situação da casa para que ela possa receber os documentos de posse: “Aqui a gente vive nessa situação de risco. Fomos tentar regularizar porque a Prefeitura só vai dar os documentos da gente quando essa história do metrô for resolvida”, explica a moradora.

Porém, ao contatar a Prefeitura Municipal de Teresina, ela preferiu deixar a situação como está, pois havia a necessidade de fazer uma reforma, o que deixaria sua casa sem alguns cômodos. “Eles disseram que se forem reformar, nem com cozinha a gente fica, vão tirar metade da casa e vamos ficar quase sem área alguma. Por isso resolvi deixar pra lá”, relata Maria Pereira.

A vizinha Maria do Socorro diz que convive com medo, mas que nada pode fazer, pois é a única casa que possui: “Nunca entrei em contato com a Prefeitura, mas também eles nunca entraram em contato comigo. É um perigo que a gente corre, mas o que podemos fazer? Estamos muito vulneráveis, sim, mas essa é a única casa que tenho, não tenho para onde ir. A gente acaba se acostumando com a situação”, afirma.

SDU: Equipe de assistência social será acionada

A reportagem entrou em contato com a Superintendência de Desenvolvimento Urbano da regional Sudeste, que foi encaminhada para o setor que lida com as obras da região. Segundo Marcos Rogério, gerente de obras, foram construídas 18 unidades habitacionais para remanejar famílias em situação de risco.

Porém, nenhuma dessas casas beneficiará os moradores do Parque Itararé, que convivem com os riscos trazidos pela linha do metrô.

“Essa problemática é bastante delicada. Mas o pessoal do social da SDU/Sudeste vai averiguar a situação e ver um encaminhamento e as medidas cabíveis a esta situação”, finaliza Marcos Rogério.

Área dos trilhos não tem paredes de contenção

Em meio a tantas reclamações e o medo constante de ter a casa invadida por um vagão do metrô, nem ao menos uma parede de contenção ou uma mureta mais resistente que pudesse amenizar a pancada provocada por um possível descarrilamento existe na área. O metrô corre livremente, beirando as paredes das residências sem que haja nenhum limite.

O pouco de concreto que protege as casas está mais para trás das residências de Maria do Socorro e Maria Pereira da Costa e Silva, e mesmo essas estruturas que já existem estão muito danificadas. As muretas estão repletas de rachaduras e muitos buracos.

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Fonte: Lucrécio Arrais