Morre em Porto Alegre a 240ª vítima de incêndio na boate Kiss, Pedro Falcão Pinheiro, de 25 anos

Morre em Porto Alegre a 240ª vítima de incêndio na boate Kiss, Pedro Falcão Pinheiro, de 25 anos

Hospital Cristo Redentor confirmou a morte neste sábado (2). Pedro Falcão Pinheiro tinha 25 anos; a família já foi avisada.

Morreu em Porto Alegre mais uma vítima do incêndio na boate Kiss. A tragédia do dia 27 de janeiro, em Santa Maria, já contabiliza 240 mortes. Pedro Falcão Pinheiro, de 25 anos, era um dos pacientes transferidos para o Hospital Cristo Redentor, na capital gaúcha. A morte foi confirmada às 11h20 deste sábado (2), segundo a assessoria de imprensa da instituição.

Pedro Falcão Pinheiro morava em Santa Maria, mas era natural de Santana do Livramento. Estudava no Centro Universitário Franciscano (Unifra), e trabalhava na empresa América Latina Logística (ALL). Ele foi um dos primeiros pacientes internados no Cristo Redentor.

Amigos e companheiros do time de futebol amador Rolo Compressor, do qual Pedro fazia parte, na sua cidade natal, prestaram homenagens durante o período em que ele esteve no hospital. No dia 2 de fevereiro uma caminhada em Santana do Livramento reuniu colegas, familiares e moradores que, em luto, torciam pela sua recuperação.


Morre em Porto Alegre a 240ª vítima de incêndio na boate Kiss

Entenda

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 240 mortos na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas por investigadores:

- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.

- Era comum a utilização de fogos pelo grupo.

- A banda comprou um sinalizador proibido.

- O extintor de incêndio não funcionou.

- Havia mais público do que a capacidade.

- A boate tinha apenas um acesso para a rua.

- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.

- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.

- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.

- Equipamentos de gravação estavam no conserto.

Fonte: G1