Motoristas reclamam do acesso às ruas em entorno de ponte

Motoristas reclamam do acesso às ruas em entorno de ponte


 

Diversas hastes comandam o plano de mobilidade urbana em Teresina, com o aumento no número de veículos nas ruas, o tráfego cresce abruptamente e os congestionamentos passam a incomodar os motoristas com certa frequência. Desse modo, algumas medidas são tomadas visando a dinamização da fluidez e a diminuição desse problema. Apesar destas ações, muitos empecilhos insistem em aparecer e habitar o cotidiano urbano, dificuldades que surgem na maioria das capitais brasileiras e exigem planos atenciosos.

Com a retirada de alguns retornos nas vias que circundam a ponte Wall Ferraz, o grande foco era melhorar o trânsito, contudo a insatisfação foi o principal arcabouço conquistado pela mudança, que teria gerado a obrigação dos motoristas realizarem longos percursos para chegar até a zona final, fora que os ganhos no que tange à fluidez seriam mínimos e, portanto, a estratégia falha. “Os pontos de lentidão continuam como antes, ainda mais no período da tarde. Só nosso trabalho mesmo que ficou mais difícil”, revela o taxista Manuel Lobato. Ele ainda elenca os trechos mais complicados. “Depois do viaduto é complicado demais, assim como nas proximidades do Hospital da Polícia e perto do Mercado da Piçarra”, diz. Colaborando, o marceneiro Fabiano Morais também não sente qualquer diferença e clama pela recolocação dos retornos nas ruas. “Melhoraria nossa vida se estivesse mais, até tinha, mas tiraram”, garante.

Os profissionais que trabalham na região, como taxistas e mototaxistas, sentem no bolso o impacto das modificações promovidas pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (Strans), e reclamam do prejuízo observado nos últimos meses. “Nossas corridas caíram depois que tiraram o retorno, principalmente para nós, que ficamos do lado do CEIR (Centro Integrado de Reabilitação), pois os clientes preferem pegar em outra via do que aqui, pois temos que fazer todo um trajeto até encontrar um retorno, é um incremento de até R$ 8”, desabafa o taxista Derivaldo Silva. Procurada pelo Jornal Meio Norte, a Strans, através da sua assessoria de comunicação, reiterou que as obras de melhoria na região já foram concluídas e a retirada dos retornos se deu justamente na tentativa de melhorar a fluidez no trânsito. Entre os projetos, foram destacados os avanços feitos no entorno do viaduto da Higino Cunha.

 

Fonte: Francisco Lima e Francy Teixeira