Mulher sobrevive após ter sete órgãos completamente removidos

Mulher sobrevive após ter sete órgãos completamente removidos

A produtora musical Jenny Ramage, de 35 anos, foi ao médico reclamando de dores no estômago, intestino irritado e cólicas menstruais. Ela acabou tendo que remover, em um cirurgia de emergência, sete órgãos completos e parte de outros três. Hoje, ela está completamente recuperada, sobrando apenas a cicatriz de 35 centímetros na barriga.

Jenny já tinha passado por vários médicos e feito diversas consultas antes de descobrir que tinha um tumor no apêndice, que ele tinha estourado e espalhado fluído gelatinoso em diversos órgãos, criando novos tumores.

Na cirurgia de cerca de nove horas, que salvou a vida da produtora, os médicos tiveram que retirar o cólon direito, baço, apêndice, vesícula biliar, umbigo, ovários e trompas de Falópio, além de parte do fígado, diafragma e rins.

Jenny passou três semanas internada, se recuperando da cirurgia e combatendo um raro tipo de câncer, o Pseudomyxoma Peritonei, ou PMP, que afeta uma em um milhão de pessoas. Uma das vítimas mais famosas desse tipo de câncer foi a atriz belga Audrey Hepburn, conhecida por interpretar a personagem principal no filme “Bonequinha de Luxo” "A cicatriz não me incomoda, eu vejo como um troféu de sobrevivência. Eu fui muito sortuda, me recuperei completamente. Não tem nada que não possa fazer, comer ou beber”, contou Jenny ao jornal britânico The Mirror. “Minha fertilidade ficou comprometida, mas eu tenho esperanças de ter filhos usando os óvulos que congelei”.

Nos primeiros exames que fez, em 2011, os médicos não deram muita importância ao problema de Jenny. Então ela foi à Emergência para fazer novos exames.

“Eu via pontos brancos nas imagens, por toda minha bexiga, ovários e rins. Eles estavam por toda parte. Eu voltei meses depois e o médico disse que não era nada, mas 30 minutos depois eu recebi uma ligação. Ele disse que as enfermeiras saíram me procurando por todos os corredores. Ele notou os pontos. Eu devo a ele minha vida”

Ela foi operada em um dos dois únicos hospitais especializados em PMP, o Basingstoke Hospital, em Hampshire, também na Inglaterra.

“Se não tivesse sido diagnosticada, teria sufocado em meus órgãos. Eu teria morrido”

Agora, Jenny vai lançar um vídeo musical filmado por apoiadores e protagonizado por outros sobreviventes ao redor do mundo. O projeto, que será lançado na próxima semana, conta com uma versão da música “We Didn't Start the Fire”, do cantor Billy Joel, com a letra adaptada com fenômenos do século 21.

Fonte: http://extra.globo.com