Navio francês encontra caixas-pretas de Airbus que caiu no Índico

Um navio francês localizou as caixas-pretas do Airbus A 310 da companhia iemenita Yemenia Airways

Um navio francês localizou as caixas-pretas do Airbus A 310 da companhia iemenita Yemenia Airways que caiu no oceano Índico, próximo das ilhas Comores, afirmou o capitão do navio nesta quinta-feira. As autoridades comorenses e francesas ainda investigam as causas do acidente de 30 de junho que deixou 152 mortos e apenas uma jovem sobrevivente.

A fragata Beautemps-Beaupre mapeou o solo marítimo da região do acidente e entregou as descobertas às autoridades comorenses e à agência francesa de aviação BEA, disse o capitão do navio, Marc Reina.

Os sinais das caixas-pretas foram identificados no começo do mês. O Beautemps-Beaupre captou os repetidos sinais durante uma missão de busca e confirmou que as caixas, onde ficam informações de voos e as conversas da cabine, estão em uma profundidade de 1.200 metros, a cerca de 15 quilômetros ao noroeste da ilha de Grande Comores.

As informações das caixas-pretas podem ajudar os investigadores a descobrir os motivos do acidente. Na época da queda, as autoridades atribuíram a tragédia aos fortes ventos que atingiam à região.

As caixas, contudo, estão em uma profundidade que apenas robôs especializados podem alcançar, o que deve atrasar os esforços para o começo de agosto.

O voo IY626 da Yemenia partiu de Paris, na França, no dia 29 de junho. Os passageiros fizeram então uma escala em Sanaa, onde trocaram de aeronave, de um Airbus 330 para o Airbus 310. O avião seguiu então para as ilhas Comores. O avião decolou pouco depois das 21h30 de segunda-feira (15h30 no horário de Brasília) e deveria voar durante 4h30 antes de pousar em Moroni, capital comorense.

A aeronave, com 142 passageiros e 11 tripulantes a bordo caiu no Oceano Índico a 15 km da ilha de Grande Comores à 1h50 (19h50 de segunda-feira no horário de Brasília) poucos minutos antes do pouso.

A maioria dos passageiros eram da comunidade comorense na França. Os líderes da comunidade culparam as más condições dos aviões da companhia pela tragédia.

Os investigadores encontraram vestígios da fuselagem perto das ilhas Kenyan, centenas de quilômetros do arquipélago Comores. Ao menos 27 corpos foram resgatados, incluindo alguns que foram arrastados pelas correntes até a Tanzânia, segundo co comitê de acidentes de avião.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br