Novembro Azul alerta para prevenção do câncer de próstata no Piauí

Novembro Azul alerta para prevenção do câncer de próstata no Piauí

O câncer de próstata ainda é um dos maiores perigos para a saúde masculina e responsável por muitas mortes em todo o mundo

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) já está com tudo pronto para mais uma campanha Novembro Azul. Assim como acontece em relação à saúde da mulher, com o Outubro Rosa, a iniciativa visa chamar atenção para a prevenção ao câncer. Neste caso, o de próstata. No próximo dia 03 de novembro, às 17h, será realizada uma sessão solene em homenagem aos 26 anos do Dia Nacional de Combate ao Câncer – Saúde do Homem no Congresso Nacional, em Brasília. Em seguida, o mesmo será iluminado na cor azul.

De acordo com o urologista Giuliano Aita, o câncer de próstata ainda é um dos maiores perigos para a saúde masculina e responsável por muitas mortes em todo o mundo. Ele assevera que essa campanha vem sendo muito importante para dar a visibilidade necessária ao tema “prevenção”.

“Sem prevenção e detecção precoce, há um risco grande de perdemos a batalha para a doença. A cada duas horas morrem no Brasil 3 homens em decorrência do câncer da próstata. Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas se o diagnóstico da doença fosse feito em fase precoce. E essa prevenção só ocorre se os homens estiverem conscientes da sua importância e da forma correta de fazê-la”, complementa.

O câncer de próstata é mais incidente que o câncer de mama, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), que em sua estimativa 2012/2013 apontou 60.180 novos casos de câncer de próstata e 52.680 de mama. Pesquisa realizada pelo Datafolha para a SBU, em 2009, constatou que o preconceito com o exame de toque retal ainda é forte no Brasil. Apenas 32% dos homens brasileiros declararam já ter feito o exame.

Giuliano Aita alerta que esse preconceito ainda existe sim e que não pode mais ser uma justificativa para afastar o homem do consultório. “Por isso a informação é a chave principal. Não se pode esperar o aparecimento de sintomas para a consulta ao urologista, que deve ser feita regularmente a partir dos 50 anos. A ideia é, inclusive, quebrar essas barreiras culturais e machistas que ainda existem e mostrar que a vida está acima de tudo. Podemos dizer que a questão tem melhorado nos últimos anos, mas ainda há, sim, esse preconceito. A campanha também tem essa finalidade, de ajudar ao combate ao preconceito”, diz o especialista.

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Fonte: Jornal Meio Norte