Padre cria uma 'agência de emprego' para ajudar desempregados

"Fico feliz só de saber da graça alcançada", disse o Padre.

Um padre da paróquia de Itaquaquecetuba, em São Paulo, resolveu ir além das suas obrigações de sacerdote  e passou a ajudar os fieis na hora de procurar um emprego, já que o saldo de emprego ficou negativo em 336 vagas no 1º bimestre, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O padre, Alexandre de Miranda, criou uma "agência de empregos" e até a secretária paroquial passou a atirar um tempinho para ajudar na busca por vagas. "O trabalho dela é recolher as informações das empresas que estão contratando e também encaminhar essas pessoas. Nós também temos contatos com os comerciantes daqui de perto e, sempre que possível, nós vamos encaminhando as pessoas", disse o Padre.

O saldo entre admissões e demissões ficou negativo em 11.409 vagas. Pensando nisso, o sacerdote também prepara uma carta, reforçando qualidades e aumentando, assim, as chances dos candidatos. “Nessa carta eu escrevo que a pessoa tem uma boa índole e segue a doutrina cristã. Já aconteceu de mandar essa carta para pessoas que conheço muito pouco. Por enquanto, nenhum contratante veio me procurar para reclamar dos funcionários que eu ajudei a admitir”, disse.

O padre explica o motivo de tanta inspiração e trabalho voltado para comunidade. "Jesus curou dez leprosos, mas somente um voltou para lhe agradecer. Algumas pessoas mais próximas voltam e nos agradecem e eu fico feliz só de saber da graça alcançada", declarou. 

A dona de casa Conceição da Cruz conta que o filho, que estava desempregado,  teve a vida mudada pelo projeto que visa ajudar principalmente famílias de baixa renda. 

"Meu filho estava há muito tempo desempregado e vivia só de 'bicos' e outros empregos temporários. De um tempo para cá, até mesmo esses serviços ficaram mais difíceis. Ele estava desesperado, sem vontade de viver. Eu já frequento a igreja aqui há oito anos e resolvi participar da novena. Vinha para a missa mesmo com chuva. Depois da última quinta-feira, no dia seguinte, quando eu cheguei em casa, meu filho disse que estava com a carteira assinada para trabalhar em uma empresa boa", relata.

Padre Alexandre de Miranda
Padre Alexandre de Miranda (Crédito: Maiara Barbosa/ G1))




Fonte: Com informações do G1