Pai encontra inseto em cano de respirador da filha de seis meses na UTI de hospital

Pai encontra inseto em cano de respirador da filha de seis meses na UTI de hospital

"Tesourinha" estava dentro do aparelho que bombeia ar para os pulmões. Menina está internada há seis meses no Hospital Regional

O pai de uma paciente que está internada na UTI pediátrica do Hospital Regional, em Sorocaba (SP), encontrou um inseto dentro do respirador da filha na última terça-feira (26). Segundo ele, o bicho, conhecido popularmente como "tesourinha", estava na mangueira do aparelho que bombeia ar diretamente para os pulmões da criança.

Quando percebeu o perigo, o homem chamou a equipe de enfermagem. Ainda de acordo com ele, os enfermeiros foram bastante solícitos e trocaram a peça rapidamente. Porém, o pai da criança reclama da falta de estrutura no hospital. "O ar-condicionado da UTI está quebrado há meses, então eles deixam as janelas abertas. A consequência disso é que entram muitos insetos no quarto", afirma.

Sobre o caso, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde informou, em nota, que nenhum sistema, em nenhuma instituição, está completamente imune à entrada de pequenos insetos. A Secretaria afirmou ainda que o equipamento não estava em uso no momento em que o bicho foi encontrado e, por isso mesmo, estava sujeito à entrada de insetos.

Já sobre o ar condicionado da UTI pediátrica, a assessoria informou que já foram realizados os reparos necessários e que o aparelho está funcionando dentro da normalidade.

A menina tem dois anos e está internada no Conjunto Hospitalar há seis meses devido a uma síndrome rara de atrofia muscular. Recentemente, a família conseguiu na Justiça que a prefeitura fornecesse equipamentos para que a criança pudesse ser tratada em casa.

Ainda não há previsão de quando a menina sairá do CHS, mas, após o incidente, o pai tenta agilizar a situação. "Tem dias que ela está bem, tem dias que não está, mas queremos tirá-la de lá o quanto antes", afirma. O homem não quis se identificar para preservar a criança.

Fonte: G1