Parque Zoobotânico terá um Centro de Triagem de Animais silvestres em Teresina

O Parque Zoobotânico vem registrando, nos últimos meses, a chegada de um grande número de animais silvestres capturados em Teresina e no interior do estado

O Parque Zoobotânico vem registrando, nos últimos meses, a chegada de um grande número de animais silvestres capturados em Teresina e no interior do estado.

As capturas são feitas, principalmente, pelos fiscais ambientais da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Polícia Ambiental, mas os animais podem ser entregues voluntariamente pela população. São macacos-pregos, jabutis, papagaios, gatos-do-mato, jaguatiricas, dentre outros.

A maioria dos animais é criada por pessoas de forma ilegal, uma vez que há uma Lei que proíbe a criação de animais silvestres em suas casas. Os animais silvestres são todo espécime da fauna nativa ou exótica, cujas características não foram alteradas pelo manejo humano. Os animais capturados são levados ao parque para registro junto ao Zoobotânico e avaliação que é feita pela equipe de nutricionistas e veterinários.

"É cada vez maior o número de animais silvestres que chega ao parque. Muitos desses são abandonados por visitantes dentro ou no entorno do Zoobotânico. Para se ter uma ideia, atualmente, existem no parque, mais de 200 jabutis.

Por isso, já iniciamos a construção do Centro de Triagem de Animais Silvestre (Cetas), que terá como finalidade recepcionar, criar e tratar os animais silvestres resgatados ou apreendidos pelos órgãos fiscalizadores, assim como, eventualmente, receber animais silvestres de particulares que os mantinham em cativeiro doméstico", garante o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ziza Carvalho.

As obras do Cetas estão sendo financiadas, através de compensação ambiental. O centro vai receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar e destinar os animais silvestres provenientes de ações fiscalizatórias, resgates ou entrega voluntária de particulares.

O espaço terá salas de quarentena de aves e mamíferos, ambulatório, biotério, sala de apoio, viveiros com tanques, viveiros com sistema de cambiamento (manejo) e viveiros com divisórias. Após a conclusão da obra, o parque Zoobotânico terá melhores condições para trabalhar o recebimento dos animais, bem como o retorno ao seu habitat.

 

Fonte: Jornal Meio Norte