Pedro Leopoldino: “Exames simples como o teste do laço e o hemograma podem confirmar a dengue

Qualquer tipo de dengue pode avançar para a dengue hemorrágica

Teresina registrou essa semana sua 03° morte por dengue tipo 4, apesar da diminuição da doença no Estado do Piauí, na capital houve um considerável aumento em internações com pacientes com suspeita de dengue, nada comparado a epidemia que passamos em 2007, mas devemos ficar em alerta com a patologia.

O médico, infectologista, Pedro Leopoldino (CRM PI586), conversou com o meionorte.com na tarde dessa quinta (26), abordando alguns dos métodos de avaliação para identificar a doença, tipos e medicamentos. Segundo Leopoldino, a dengue pode apresentar vários sintomas, que podem aparecer de forma mais leve e depois do 4°-5° dia se agravar ou já iniciar gravemente.

?Exames simples como o teste do laço e o hemograma podem confirmar a doença, é fundamental que os profissionais da saúde acompanhe os pacientes com suspeita de dengue?, disse o médico, que afirmou que alguns pacientes com suspeitas de dengue devem repetir os exames de dois em dois dias, para verificar o número de plaquetas no sangue.

Segundo o infectologista existem quatro tipos de dengue que podem apresentar sintomas desde a barriga d?água, fenômenos hemorrágicos, dor no corpo, dor atrás dos olhos, febre, dor no peito entre outros sintomas, o médico afirma que uma pessoa só pode pegar dengue quatro vezes, uma vez de cada tipo.

Pedro Leopoldino lembra a seriedade que tem a doença, e que todos devem tomar todas as medidas preventivas, ?É importantíssimo que aquele paciente que está com suspeita de dengue ou já está confirmado, tome bastante líquido?, declarou. Em alguns casos a dengue pode atingir até mesmo o psicológico do paciente.

O médico afirma que em casos de suspeita de dengue, o mais indicado é a Dipirona Sódica, enquanto o Paracetamol é totalmente contra-indicado. Estudos estão sendo desenvolvidos na Universidade Federal do Espírito Santo, para a criação de uma vacina para cada tipo de dengue, a vacina demorará de 4 à 5 anos para ser concluída.



Fonte: Waldelúcio Barbosa