Pesquisa do Ministério da Saúde revela que Teresina tem o 3o- maior índice de consumo abusivo de álcool do país

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que Teresina tem o 3o- maior índice de consumo abusivo de álcool do país

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que Teresina tem o 3o- maior índice de consumo abusivo de álcool do país e saúde ameaçada por hábitos alimentares com carne gordurosa e poucas frutas e verduras.

No Dia Mundial da Saúde, comemorado ontem, o ministro da Saúde José Gomes Temporão anunciou dados inéditos sobre indicadores de qualidade de vida no Brasil. A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, Vigitel 2008, revelou que os brasileiros estão mais atentos com a sua saúde. ?O brasileiro faz mais atividade física, consome menos carne gordurosa, está fumando menos. Ampliou-se o acesso ao diagnóstico da hipertensão arterial. As mulheres que fazem mamografia e exame preventivo do câncer foi ampliado. Por outro lado, persiste o número de brasileiros com excesso de peso, obesos e o consumo de bebida alcoólica, principalmente beber e dirigir, voltou ao padrão anterior da vigência da Lei Seca?, afirma Temporão.

A pesquisa mostra que a população de Teresina tem um perfil com sérios problemas de saúde. Pesquisa do Ministério da Saúde revela que Teresina tem o 3o- maior índice de consumo abusivo de álcool do país e os teresinenses correm riscos porque privilegiam hábitos alimentares pouco saudáveis, privilegiando mais carnes gordurosas do que frutas e hortaliças.

A pesquisa revela que Teresina tem um dos maiores índices consumo abusivo de bebidas alcoólicas, que a população tem tem hábitos alimentares saudáveis porque prefere as carnes e leite com alto teor de gordura e desprezam Entre as capitais, Salvador se destaca com maior percentual de consumo abusivo de álcool entre a população entrevistada (24,9%), seguida de Belém (PA) e Palmas (TO), ambas com 23,7%. O menor percentual foi verificado em Curitiba.

A avaliação por sexo mostra que os homens das capitais do Norte e Nordeste bebem mais. Os maiores percentuais foram os de Belém (37,2%), Macapá (36,4%), Palmas (TO) e Teresina (36,3%). Os menores indicadores do ranking do consumo abusivo de álcool entre o sexo masculino foram detectados em Curitiba (17,8%), São Paulo (18,2%) e Porto Alegre (21,7%).

Em Teresina, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas é praticado por 21,4% da população; os homens respondem por 36,3% e as mulheres 9,2%.

Os maiores percentuais de consumo abusivo de álcool para as mulheres foram encontrados em Salvador (15,9%), Rio de Janeiro (13,8%) e Belo Horizonte (12,5%) e os menores em Curitiba (4,6%), Fortaleza (5,5%) e Macapá (5,7%).

Em relação ao consumo de álcool e direção, houve uma queda deste hábito. Em 2008, 1,5% das pessoas afirmaram que bebiam abusivamente e depois dirigiam. Em 2007, essa proporção era de 2%. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2007, os acidentes de trânsito tiraram a vida de 36.465 pessoas.

A pesquisa também mostra que é comum entre os brasileiros o hábito de dirigir após beber. ?A luz amarela acendeu. É uma questão que se enfrenta com fiscalização e com a construção de um novo padrão de consciência da população?, comenta o ministro da Saúde. Por isso, o Ministério da Saúde e o Ministério das Cidades lançam hoje , campanha de prevenção a acidentes voltada tanto para aqueles que dirigem alcoolizados quanto para os caminhoneiros que consomem anfetaminas durante a longa jornada de trabalho.

O Vigitel 2008 foi realizado por amostragem com 54 mil pessoas residentes nas capitais e no Distrito Federal. É o terceiro ano consecutivo que o Ministério realiza o levantamento. O questionário inclui perguntas sobre hábitos alimentares, atividade física, auto-avaliação do estado de saúde, tabagismo, consumo de álcool, prevenção de câncer, excesso de peso e obesidade.

Com os resultados do estudo, o Ministério da Saúde registra informações para subsidiar o monitoramento dos fatores de risco e proteção para as doenças crônicas não transmissíveis (câncer, infarto, derrame, etc) e contribuir para o planejamento de ações que reduzam a ocorrência dessas enfermidades.

Para o estudo, foi considerado abusivo o consumo de mais de quatro doses de álcool para as mulheres e mais de cinco para homens, em mesma ocasião, evento ou festa, nos últimos 30 dias. A avaliação considera como dose de bebida uma lata de cerveja, uma taça de vinho uma ou uma dose de destilados como uísque ou vodka.

Fonte: Efrém Ribeiro, Jornal Meio Norte / meionorte.com