PI:Vegetação sofre com queimadas e cortes na Universidade Estadual

Além disso, tem a questão ambiental

A vegetação que cerca a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) tem sofrido com a queima de matos e cortes de antigas árvores. Os estudantes da instituição e os moradores da vizinhança não estão nada satisfeitos e reclamam da intensa fumaça a região.

O local que está sendo alvo de desmatamento se localiza próximo ao campo de futebol e a quadra poliesportiva da universidade. É possível observar rastros de matos queimados, árvores cortadas e pilhas de troncos.

Dentre os estudantes que alertam está Francisco de Araújo. Ele afirmou que por conta da queima, no último sábado (01), foi possível observar fumaças e cinzas nos céus da região.

“No sábado, por exemplo, a região do Pirajá e da Matinha amanheceu coberta por um nevoeiro promovido pela fumaça, incomodando quem tem problemas de vista e respiratório.

Além disso, tem a questão ambiental, que não se pode permitir que a universidade pratique esse tipo de ato, tendo em vista que o que mais se prega ultimamente é a questão da preservação ambiental”, ressalta o estudante.

Outra estudante chama atenção para a questão de animais que moram na vegetação da instituição, principalmente, os camaleões. “Tem algumas árvores de ameixa-roxa que servem de alimentação para os camaleões, com isso agora a gente está vendo os filhotes desfilando pelos corredores da universidade.

Podem não agredir as pessoas, mas as pessoas podem agredir os bichos. É desfavorecer os animais a viver em seu próprio habitat”, destaca a jovem.

Em nota, a assessoria da Universidade Estadual do Piauí, por meio da Prefeitura Universitária, informa que as referidas árvores foram derrubadas a pedido da coordenação do setor mais próximo, a fim de evitar problemas, bem como a que ficava em frente ao Palácio Pirajá, que representava perigos físicos e materiais aos que circulam pelo local. No seu lugar foram feitos o replantio de duas árvores.

A UESPI reitera também o seu compromisso com causas sociais e ambientais para uma convivência ética.

Fonte: Jornal Meio Norte