Piauí é campeão no envio de bolsistas para o Japão

De 1989 até hoje, o Estado já enviou 127 bolsistas para o país

As inscrições deste ano para os candidatos a bolsa de estudo no Japão, na modalidade pós-graduação, estão abertas e podem ser feitas até o dia 12 de fevereiro na Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan-PI) e Consulado Geral do Japão em Belém. Além do pagamento mensal, em dinheiro, no valor de US$ 1.520,00 para despesas pessoais, o Governo Japonês garante aos bolsistas passagens aéreas de ida e volta, gratuidade de estudo e pesquisa na universidade, alojamento especial e seguro de saúde e de acidente.

Em Teresina, os interessados podem fazer as inscrições na Secretaria Estadual do Planejamento, na Avenida Miguel Rosa, Nº 3190, com o assessor de Cooperação Internacional do órgão, Seiji Nakayama. Para isso, o candidato deve preencher um formulário próprio, elaborar o plano de estudo e apresentar diploma ou certificado da universidade, histórico escolar da universidade, a recomendação do empregador com a declaração do tempo de serviço e o certificado de saúde.

Além de ser brasileiro, o candidato à bolsa de estudo no Japão em pós-graduação precisa ter curso superior concluído na área de ensino, estar no exercício no campo da educação escolar em nível de ensino fundamental ou médio igual ou superior a 5 anos de trabalho, ter bom conhecimento da língua inglesa e ter nascido após o dia 2 de abril de 1975.

Os candidatos recomendados pelo Piauí e aceitos pelo Governo Japonês participarão de prova escrita da língua inglesa e da entrevista a ser feita no Consulado Geral do Japão em Belém no dia 22 de fevereiro deste ano. Os que obtiverem resultados favoráveis serão recomendados ao Monbukagakusho, em Tóquio, capital do Japão. Os candidatos aprovados pelo Monbukagakusho seguirão para os estudos no mês de outubro deste ano.

Em termos de utilização do Programa Japonês de Bolsa de Estudos, o Piauí se destaca no cenário nacional. O Estado detém o primeiro lugar no Brasil quanto ao número de bolsistas aprovados para estudar no Japão, proporcionalmente à população estadual. No ano passado, o Piauí conseguiu aprovar quatro bolsistas para pós-graduação em universidades japonesas.

Piauí é campeão do Brasil no envio de bolsistas para o Japão

De 1989 até hoje, o Estado já enviou 127 bolsistas para o país, incluindo todas as modalidades de bolsa (graduação, pós-graduação e de curta duração). De acordo com Seiji Nakayama, o Piauí é o campeão em todo o país no envio de bolsistas para o Japão por ser o único Estado da Federação que tem um setor na administração pública que prepara a documentação, orienta os candidatos e faz o acompanhamento no dia das provas.

Essa é um conquista que precisa ser ressaltada pelo fato desses piauienses terem disputado as vagas com estudantes de todo o Brasil e de mais de 180 países e região. Além do mais, segundo o assessor de Cooperação Internacional da Seplan-PI, Seiji Nakayama, o Piauí é o único Estado do Brasil que tem uma assessoria voltada para a preparação de toda a documentação dos candidatos a bolsas, exigida pelo governo do Japão. Nos outros Estados, este trabalho é feito pelo próprio candidato.

Em 2009, o Piauí recomendou três estudantes ao consulado do Japão em Belém para curso de pós-graduação em universidades japonesas e conseguiu aprovar dois no concurso que teve 8 concorrentes dos quatro Estados abrangidos pelo Consulado que são Piauí, Maranhão, Pará e Amapá. Foi uma conquista e tanto já que o Piauí aprovou mais de 50% dos candidatos recomendados.

Seiji Nakayama acrescentou que a assessoria de Cooperação Internacional da Seplan-PI tem condições de enviar bolsistas do Piauí para outros países, mas os candidatos preferem ir para o Japão já que os benefícios do governo japonês são infinitamente mais vantajosos. Ele disse que os cursos de curta duração têm ainda mais vantagens. ?O Piauí não gasta nada para enviar as pessoas para o Japão e só tem a ganhar porque as pessoas voltarão com amplos conhecimentos nas diversas áreas, ajudando o Estado se desenvolver?, observou.







Fonte: Djalma Batista, Jornal Meio Norte