Piauí perde 16,5 mil cabeças de gado;  governo pretende implantar medidas ao criador

Piauí perde 16,5 mil cabeças de gado; governo pretende implantar medidas ao criador

Segundo a Adapi, a perda corresponde a 10,25% do rebanho da região, onde não há chuva há mais de um ano

O superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Rubem Matins, deve viajar ainda este mês para Petrolina (PE), para estudar formas de repor o rebanho no semiárido piauiense.

A viagem deve acontecer no próximo dia 22 de abril e faz parte de uma ação do Governo do Estado para amparar os criadores. Até o momento a perda do rebanho já chega a mais de 16,5 mil cabeças só no semiárido.

Sabe-se que os mais prejudicados são aqueles criadores que sofrem historicamente por uma situação econômica desfavorável acrescida aos problemas da seca. De acordo com documentos apresentados pelas organizações pastorais, a seca levou embora cerca de 90% da produção da agricultura familiar.

O Governo estuda a implantação de uma linha de crédito para subsidiar a recuperação do rebanho da região semiárida, onde não houve chuva regularmente há mais de um ano.

A adoção de uma linha de crédito subsidiado é uma das opções que o Governo estuda para a recuperação do rebanho na região, onde não chove regularmente há mais de um ano.

As perdas do Estado correspondem a 10,25% do rebanho da região, segundo cadastros da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi).

Sem inverno, os criadores de outras regiões do Estado também estão perdendo os animais, a exceção do Centro-Sul, onde o rebanho cresceu 1,5%. No total, o rebanho piauiense perdeu 61,7 mil cabeças de bovinos.

De acordo com a SDR, outro projeto a ser implantado é a distribuição de ração a ser feita para os criadores de animais. O governador anuncia que o programa para reestruturação produtiva do semiárido, que pretende melhorar a convivência da região com o período da seca, será lançado tão logo se restabeleça a normalidade climática.

O programa também inclui a distribuição de sementes. Outra defesa é por programas que reforcem a estrutura hídrica e uma melhor convivência com a seca do semiárido piauiense.

Fonte: Sarah Fontenele