Piauiense usa o 'bico' para garantir uma renda extra no orçamento familiar

Estes têm sido testemunhas do aumento nos preços de itens básicos do dia a dia, como água, energia, combustível, tarifa de ônibus, alimentos e até telefonia.

Taxas de juros elevadas, inflação alta e aumento de impostos, esse é o atual cenário por que passam os brasileiros, com índices maiores desde o início deste ano.

Estes têm sido testemunhas do aumento nos preços de itens básicos do dia a dia, como água, energia, combustível, tarifa de ônibus, alimentos e até telefonia.

E isso tem refletido negativamente no baixo poder de aquisição da população e provocado queda nas vendas do comércio, principalmente em períodos festivos, momentos considerados mais rentáveis. Apesar disso, é possível passar por este momento de instabilidade financeira sem grandes impactos.

Para tentar driblar a tão falada crise financeira, muitas pessoas, em especial, da classe C brasileira, têm buscado uma segunda alternativa, os chamados ‘bicos’, adquirindo, assim, uma renda extra para cobrir as principais despesas.

É o que confirma a pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular, que apontou que 42% dos trabalhadores estão fazendo bico para conseguir uma renda extra.

Dentre estes brasileiros, está a piauiense Neyllane Vasconcelos, de apenas 20 anos. Ela, que trabalha no turno da manhã como secretaria e a tarde já exerce outra função, põe, literalmente, a mão na massa, e faz bolos, doces e salgadinhos, para conseguir uma renda extra.

De acordo com Neyllane Vasconcelos, a escolha da atividade veio pelo fato de sua família já trabalhar em uma lanchonete, negócio que tem mais de 30 anos.

“Procurei esta outra fonte de renda porque o que eu ganho não estava mais custeando as minhas despesas. Escolhi esta atividade porque minha família, começando pela minha avó, sempre mexeu com isso, só que ela mexe com salgadinhos, tem uma lanchonete. Então não tinha como não me identificar. E gosto mais de mexer com doces”, explica Neyllane Vasconcelos.

A estudante de Serviço Social confessa que desde o ano passado decidiu buscar outra renda, começando a vender na faculdade, e garante que o negócio tem dado certo. “Comecei desde o ano passado. Levava os docinhos para vender na faculdade, justo por ter dado um aperto no orçamento.

E tem dado certo, sim, graças a Deus. Muitas pessoas têm procurado e têm gostado do meu trabalho, inclusive tenho ajudado mais minha família”, revela a jovem, que afirma ser cansativo, mas sente prazer em realizar.

“É bem corrido e cansativo, mas é gratificante. Apesar de não ter muito tempo livre, pois quando não estou na secretaria, estou na cozinha ou na faculdade”, acrescenta Neyllane Vasconcelos.

Fonte: Virgínia Santos e Márcia Gabriele