Piora estado de criança deixada no carro pelo pai depois de acidente

Piora estado de criança deixada no carro pelo pai depois de acidente

Criança de 4 anos voltou a respirar com ajuda de aparelhos na UTI.

Piorou o estado de saúde do menino de 4 anos, vítima de um acidente de trânsito e que foi deixado no carro pelo pai, no último final de semana de outubro, em Bauru, SP.

Em nota divulgada no final da tarde de segunda-feira (5), a superintendência do Hospital das Clínicas de Botucatu informou que a criança voltou a respirar com ajuda de aparelhos. Mesmo assim, o estado geral dela, que segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), é considerado estável. O menino sofreu traumatismo craniano e foi operado.

Atendimento

O menino foi socorrido pelo Serviço Móvel de Urgência e Emergência (Sameu), que foi acionado por pessoas que passaram pelo local do acidente. O pai foi visto por algumas testemunhas e disse que iria buscar ajuda, mas, não retornou ao local do acidente. O homem, de 32 anos, só se apresentou à polícia quatro dias depois do acidente. Ele disse que perdeu memória e ficou perambulando pelas ruas de Bauru.

Um inquérito policial está aberto e o pai do menino poderá responder por tentativa de homicídio com dolo eventual. ?O fato de o menino estar sem cinto de segurança, no banco da frente e as circunstâncias da colisão indicam que o homem assumiu o risco do acidente?, explicou o delegado Dinair José da Silva, responsável pelo caso.O inquérito deve ser concluido em 30 dias.

Sobre o acidente

A ocorrência foi na madrugada do último dia 27, na Avenida José Henrique Ferraz. O motorista perdeu o controle da direção e atingiu a traseira de um caminhão estacionado. Pessoas que pararam para ajudar disseram que o menino foi encontrado desacordado.


Piora estado de criança deixada no carro pelo pai depois de acidente

O pai teria deixado o local alegando que buscaria por ajuda, mas não retornou. De acordo com o Serviço de Urgência e Emergência (Samu), que fez o atendimento do menino, ele estaria no banco da frente, o que explica os graves ferimentos na cabeça.

Fonte: G1