Polícia não acredita em incêndio criminoso; mais de 8.000 fantasias foram destruídas na Cidade do Samba

Polícia não acredita em incêndio criminoso; mais de 8.000 fantasias foram destruídas na Cidade do Samba

“O carnaval não influencia em nada nos trabalhos da perícia”, complementou o delegado

Para o delegado Daniel Mayr, que investiga o incêndio que começou por volta das 7h desta segunda-feira (7) nos barracões da Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, ?não há nenhum indício, nem mesmo por conversas informais? de que a ocorrência tenha sido criminosa.

O fogo se alastrou por quatro barracões -- das escolas União da Ilha do Governador, Portela e Grande Rio, e também da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba).

Titular do 4º Distrito Policial, na Central do Brasil (centro), Mayr afirmou ao UOL Notícias que o inquérito ainda não foi aberto, já que a perícia só deve começar à tarde. ?Dá para adiantar apenas que será uma investigação basicamente técnica, a partir do que a perícia nos trouxer. Porque não há nenhum indício de que esse incêndio tenha sido criminoso, não há testemunhas do momento em que começou o fogo?, afirmou Mayr.

?O carnaval não influencia em nada nos trabalhos da perícia?, complementou o delegado. Ele também considera que o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, contendo as possíveis causas do incêndio, não deverá ser concluído antes dos prazos mínimos.

Saldo da destruição

No local do incêndio, o prefeito da Cidade do Samba, Aílton Guimarães Jorge Junior, informou que, da Portela, foram consumidas nas chamas do barracão 2.800 fantasias. A escola União da Ilha do Governador teve destruídos um carro alegórico e 2.000 fantasias, e a Grande Rio, cujo barracão foi totalmente destruído, perdeu 3.300 fantasias e oito carros alegóricos. Pelos cálculos de Jorge Junior, cada carro alegórico custa, em média, aproximadamente R$ 500 mil.

Por enquanto, a União da Ilha teve a estrutura restante transferida para um barracão vazio da Liesa; a Portela foi encaminhada para o barracão central; já a Grande Rio não tinha o que transferir. ?Não dá para colocar a culpa em ninguém. O fogo foi muito rápido?, disse o prefeito da Cidade do Samba.

Demolição

A Defesa Civil municipal já fez uma vistoria da área queimada e apontou que o segundo pavimento de todos os quatro barracões incendiados terá de ser demolido. Para isso, no entanto, o órgão vai aguardar o laudo do Instituto de Criminalística. Mesmo assim, o engenheiro Luiz André Moreira Alves, da Defesa, adiantou que a demolição terá que ser feita de dentro para fora, a fim de não prejudicar o restante da estrutura do prédio.







































Fonte: UOL