35% dos flanelinhas tem antecedentes criminais em Fortaleza

No cadastro, constam fotografia, nome, idade, filiação, apelido, local de trabalho, endereço

Trinta e cinco por cento dos 67 flanelinhas cadastrados pela equipe do 4o Distrito Policial, no bairro Pio XII, tem antecedentes criminais. ´São pessoas que respondem ou responderam a processos principalmente por furto, assalto, lesão corporal e envolvimento com drogas´, destacou o delegado José Munguba Neto, titular daquela delegacia.

No cadastro, constam fotografia, nome, idade, filiação, apelido, local de trabalho, endereço, telefone e antecedentes criminais de cada uma das pessoas identificadas. ´Foi feito um levantamento completo da vida de cada um, para facilitar sua localização no caso de qualquer suspeita ou reconhecimento por parte de vítimas de roubos´, explicou.

O processo de cadastramento foi divulgado, com exclusividade, pelo Diário do Nordeste, na edição do dia 1º de abril. A medida foi adotada pela Polícia depois da observação de registros quase diários de assaltos, principalmente contra mulheres, em cruzamentos de ruas e avenidas dos bairros Joaquim Távora, Dionísio Torres, Fátima e Pio XII.

Ontem pela manhã, com o álbum em mãos, o delegado Munguba mostrou o cadastro dos 67 flanelinhas identificados pela equipe da distrital como homens - e uma mulher - que trabalham em cruzamentos considerados críticos dos bairros mais citados nas denúncias. ´Esta foi a primeira parte do nosso trabalho. Identificamos e cadastramos os flanelinhas dos cruzamentos.

Outros

Agora, em um segundo momento desta operação, faremos a mesma coisa com os flanelinhas que trabalham em portas de clínicas, hospitais, farmácias, bares, restaurantes, supermercados, praças e shoppings da nossa área´, adiantou. Segundo Munguba, depois de concluído o primeiro cadastramento, nenhuma queixa de assalto - ou abordagem violenta - em cruzamentos daquela área foi registrada.

Fonte: Diário do Nordeste, www.diariodonordeste.com.br