Acusado de degolar empresários diz que foi coagido por quadrilha

Acusado de degolar empresários diz que foi coagido por quadrilha

Arlindo respondeu às perguntas do juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes por cerca de três horas

O ex-estudante de direito Arlindo Soares Lobo, acusado pela Justiça de participar do Bando da Degola, se declarou inocente em relação à morte de dois empresários nesta segunda-feira (15). Ele responde por homicídio qualificado, extorsão, formação de quadrilha, destruição e ocultação de cadáver.

Arlindo respondeu às perguntas do juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes por cerca de três horas e afirmou ter sido coagido por Frederico Flores, apontado nas investigações como chefe do grupo. Segundo ele, Flores chegou a ameaçá-lo na cadeia.

Depois de intervalo para almoço, a sessão foi retomada com debates entre acusação e defesa. Cada parte terá 1h30 para expor seus argumentos. Se o promotor Francisco Santiago quiser a réplica, terá mais uma hora para convencer os jurados, com tempo igual para o advogado Marco Antônio Siqueira. O advogado tenta convencer os jurados sobre a suposta coação sofrida.

? Quando o Arlindo viu o meio em que ele estava e a pressão que sofreu de outros réus, ele tentou recuar, mas a pressão foi grande e havia inclusive a intenção de matá-lo naquela noite e levá-lo para Nova Lima. Isso só não aconteceu porque um dos réus interviu em seu favor quando alguém disse no fundo da sala "não mata esse não, porque no carro só cabem dois.

Já o promotor descarta qualquer ameaça e mantém o protagonismo do réu no crime.

? Ele é o braço direito, braço esquerdo, pé direito, pé esquerdo. Ele esteve presente em todos os momentos, desde o sequestro até a morte dos empresários.

Morte

Sete homens e uma mulher integram o Bando da Degola ,segundo as investigações. O grupo se envolveu em uma trama de estelionato e contrabando de mercadorias.

Os empresários Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, e Rayder Santos Rodrigues, de 39 anos, tiveram os corpos descobertos em abril de 2010 em um apartamento na região centro-sul de Belo Horizonte.

As cabeças foram arrancadas dos corpos e nunca tiveram o destino conhecido. A quadrilha teria feito várias transferências bancárias das contas das vítimas.

Fonte: G1