Acusado de matar com martelo disse que a viu ‘se transformando no diabo’

Ele foi transferido para penitenciária

O analista de sistemas Mario Henrique Rodrigues Lopes, acusado de matar a mulher, Thalita Juliane Paiva, a marteladas, na madrugada do dia 25 de junho deste ano, já está no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. No último dia 10, Mario foi transferido para o Hospital Psiquiátrico Roberto Medeiros. Ele estava internado desde o dia do crime no setor de psiquiatria do Hospital Municipal Lourenço Jorge, onde foi diagnosticado com um surto psicótico.


Acusado de matar mulher a marteladas disse que a viu ?se transformando no diabo?

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Mario Henrique está tendo acompanhamento psicológico. O advogado Rogério Rabe, que defende o acusado, disse que ele não tem consciência de que matou a mulher.

? O Mario conta que, naquele dia, viu a mulher se transformando no diabo. Teve um surto de agressividade. Ele diz que queria retirar o demônio do corpo dela. A Thalita, assustada, foi lendo a Bíblia para ele, acreditando que conseguiria acalmá-lo, o que só foi deixando ele mais nervoso ? contou Rabe, sem revelar, no entanto, qual teria sido a causa do início da briga entre o casal.

De acordo com o advogado, o crime foi uma ?desgraça? e Thalita, que era evangélica, não percebeu que o marido estava doente. O irmão de Mario, ainda segundo Rabe, é esquizofrênico.

A defesa do acusado tenta provar justamente que Mario Henrique tem problemas mentais e não pode ser julgado pelo crime. Caso isso aconteça, ele ficará num manicômio judiciário até que tenha alta.

O crime

O crime aconteceu no apartamento do casal, no bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. A Divisão de Homicídios logo começou a desconfiar de Mario, visto deixando o prédio. Momentos antes, os vizinhos haviam ouvido uma grave discussão entre ele e a mulher.

Mario Henrique foi preso horas depois quando estava num táxi na Avenida Atlântica. Ele havia se desentendido com o motorista, que acionou a polícia. Após a descoberta de que Mario era procurado pela morte da esposa, ele foi levado para a DH. Totalmente transtornado, acabou encaminhado para o setor de psiquiatria do Lourenço Jorge.

Crise de ciúme

Thalita e Mario eram casados havia menos de um mês, mas já estavam juntos havia dois anos. Segundo amigos do casal, ele já tinha dado mostras do grande ciúme que sentia da mulher. Em outubro do ano passado, ela dançou com as amigas numa festa, perto do marido. Foi o suficiente para despertar uma reação explosiva.

Em meio a uma discussão no mesmo apartamento onde ocorreu o crime, o analista de sistemas arrancou as roupas do corpo da mulher e atirou o que tinha no armário no chão. No dia seguinte, Thalita contou a história para uma amiga por telefone.

Mario também já havia se desentendido com um amigo por ciúme da mulher. O rapaz tinha conversado com a jovem durante uma ida a um bar e, no dia seguinte, o analista de sistemas enviou uma mensagem para ele: "espero que isso nunca mais se repita".

Fonte: Extra