Advogado da amante de Marcos Matsunaga diz que sua cliente amava executivo da Yoki

Advogado da amante de Marcos Matsunaga diz que sua cliente amava executivo da Yoki

Defensor diz que mulher teme por sua "integridade física".

O advogado da amante do empresário Marcos Matsunaga, Roberto Parentone, disse nesta terça-feira (19) que sua cliente teme por sua ?integridade física?. A mulher de 23 anos é considerada pela polícia pivô da briga entre Marcos e sua mulher, Elize Matsunaga, que motivou a morte do empresário. Elize foi presa no começo de junho e confessou ter atirado no marido e esquartejado seu corpo. Segundo a defesa da amante, ela já havia alertado Marcos sobre o risco de serem atacados por Elize.

De acordo com Parentone, sua cliente, que se diz modelo, tinha um relacionamento há mais de um ano com o empresário. ?Ela o amava?, afirmou. Segundo o advogado, a mulher não era apenas uma amante. ?O casamento [com Elize] já havia terminado antes mesmo de ele conhecer minha cliente. O relacionamento da testemunha N. [como o advogado se refere à sua cliente] com Marcos está longe de ser apenas o de uma amante.?

O Ministério Público Estadual de São Paulo denunciou nesta terça-feira (19) Elize à Justiça pelo assassinato de Marcos. Ela foi acusada formalmente por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel, e ocultação de cadáver. Junto com a denúncia, o promotor José Carlos Cosenzo, afirmou que também pediu a conversão da prisão temporária de Elize em preventiva.

Apesar de Elize já estar presa, a jovem teme que pessoas ligadas à suspeita tentem lhe fazer algum mal. Segundo o advogado, Matsunaga também tinha medo que sua amante e a filha que tem com Elize sofressem represálias. "Ele comprou o carro para ela e mandou blindar com o melhor tipo de blindagem."

O advogado acrescentou que N. deverá prestar novo depoimento à polícia para corrigir algumas informações dadas anteriormente. Segundo ele, a mulher estava muito abalada psicologicamente no primeiro depoimento, pois havia acabado de saber pela imprensa que Marcos havia morrido. "Comparamos o que ela nos contou com o depoimento dela na polícia e vimos que está em desacordo."

Entre as diferenças apontadas, por exemplo, está a maneira como se conheceram (no depoimento, ela disse que Matsunaga entrou em contato via um site de classificados de acompanhantes, mas para os defensores contou outra versão, não divulgada ainda para a imprensa), desde quando se viam (meses antes do informado inicialmente) e quanto recebeu do empresário (segundo o advogado, ela ganhou R$ 27 mil uma vez apenas, e não durante vários meses).

Esse dinheiro seria usado na compra de móveis para um apartamento onde planejavam morar, ainda de acordo com o defensor. ?Ele estava para se separar. Só não o fez por causa da transação da empresa, de situações que poderiam atrapalhar o negócio?, disse Parentone, referindo-se à venda da Yoki à companhia norte-americana de alimentos General Mills. A negociação bilionária foi acertada em 24 de maio, dia em que o executivo ainda estava desaparecido.

Questionado sobre a possibilidade de a jovem pedir parte da herança para a família, o advogado disse que sua cliente não comentou nada sobre isso. Ele acrescentou, porém, que não descarta que ela entre com uma ação. ?Não descarto nada. Não posso descartar porque não sou dono da verdade. Existe qualquer possibilidade. Na minha opinião, ela tem direito.? O advogado disse ainda que ela atualmente trabalha modelo. Ele admitiu, porém, que a jovem chegou a trabalhar como garota de programa, mas antes de conhecer Matsunaga.

Fonte: G1