Advogado nega que pai tenha assumido matar o filho em Campo Maior

O caso segue em polêmica na cidade.

Na manhã de sexta-feira, 08 de abril, o corpo Jucivaldo Lima Sales, de 29 anos, foi encontrado próximo a residência da família, na localidade Velame, próximo ao Bairro Estação em Campo Maior (82 km ao norte de Teresina). De ínicio nem familiares, nem a polícia tinha suspeita sobre as circustância da morte.

No mesmo dia do crime, o pai da vítima, Lúcio Anselmo Sales, de 56 anos, foi visto entrando em uma sala da delegacia. Poderia ser apenas o depoimento de uma pai que acaba de perder um filho. Ainda na mesma noite surgiu comentários de que o pai era o suspeito de matar o filho e teria se entregado espontaneamente.

Testemunhas afirmam que o idoso teria se envolvido em uma discussão com o filho na noite anterior ao crime e pai e filho costumavam beber muito e brigas eram constantes entre os dois. O delegado Andrei Alvarenga não confirmou essa suspeita e disse que na noite de sexta-feira o idoso se encontrava alcoolizado e terminou sendo liberado por falta de provas. Andrei disse que 80% da investigação estava concluída, mas que os detalhes seriam mantidos em sigilo. “Não posso divulgar essa informação. Não posso confirmar isso. Seria leviandade. Temos que apurar direitinho” disse.

Crime em Campo Maior (Crédito: Reprodução)
Crime em Campo Maior (Crédito: Reprodução)

O advogado Fernandes, que defende Lúcio Anselmo Sales "Binga", 56 anos, denunciado por um homem como sendo o assassino do próprio filho, Jucivaldo Lima Sales, de 29 anos, crime ocorrido na madrugda de sexta-feira, desmentiu que seu cliente tenha confessado ser o assassino em conversa com um site da região.

Segundo Fernandes, o pai jura que não cometeu nada contra o filho. E tem certeza que absoluta que quem matou seu filho foi um homem que identificado que vamos identificar por P., que é seu compadre. O advogado contou que o pai relatou que na noite de quinta-feira estava com o filho tratando vísceras de animais quando o homem chegou ao local e perguntou se podia tomar uma cachaça com eles. Lúcio não aceitou, mas o filho sim. Antes de a bebida acabar, P. perguntou se podia comprar mais bebida. Enquanto eles bebiam, P. discutiu com Jucivaldo  por causa de música.

Passado um pouco, a vítima disse que ia beber na rua. O pai pediu que ele não fosse, e vendo que o filho não lhe obedeceria pediu que não fosse de moto nem de bicicleta, por que já estava bêbado.

Ainda segundo o advogado, o laudo preliminar apontou que Jucivaldo não morreu pelas facadas, mas por estrangulamentos. “A faca era da vítima, que usava pra limpar as vísceras dos animais, trabalho que fazia na companhia do pai. O pai não tinha nenhum arranhão no corpo, nenhum hematoma. Seu porte físico é impossível que tenha lutado contra o filho, tomado sua arma e lhe assassinado. E por que motivo ele começaria furar e depois passaria a estrangular?” questiona o advogado.

Fonte: Campo Maior em Foco