Aluno é atacado a golpes de cassetete por PMs dentro de escola

Menor se envolveu em confusão na escola onde estuda e PM é acionada

O pai de um adolescente acusa dois policiais militares de terem agredido seu filho com golpes de cassetete, em Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com informações do boletim de ocorrência, o menor de idade se envolveu em uma confusão na escola onde estuda e a direção da unidade educacional teria acionado a Polícia Militar. O menor passará por uma perícia no Instituto Médico Legal (IML), nesta segunda-feira (26), para avaliar o que provocou as lesões.

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O caso ocorreu na Escola Estadual João Octavio dos Santos, no Largo São Bento. De acordo com informações da polícia, a diretora da escola ligou para o pai do estudante afirmando que ele havia fugido da instituição.

O responsável pelo adolescente foi até o colégio, onde foi informado que seu filho teria jogado pedras na escola, motivo pelo qual a Polícia Militar, que possui uma base logo na frente da unidade de ensino, foi acionada e abordou o jovem.

Pai e filho, entretanto, não se encontraram na escola e só se reuniram em casa, onde o menor afirmou que teria sido agredido pelos PMs ao ser abordado e mostrou os ferimentos que, de acordo com ele, foram feitos por golpes de cassetetes dentro da quadra da escola.

Ao notar o estado em que o filho se encontrava, o pai da vítima foi até a base da Polícia Militar, onde localizou um dos agentes que havia atendido ao chamado da diretora. Ao questioná-lo, o policial disse que ele poderia ter se machucado sozinho durante a fuga.

Indignado, o pai do menor foi até o 1° Distrito Policial de Santos, onde registrou um boletim de ocorrência e foi instruído pelos profissionais a levar o menor para uma perícia. O exame será realizado nesta segunda-feira (26).

Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que a polícia foi acionada porque pedras foram arremessadas na escola em horário de aula. Prezando pela segurança dos alunos, a vice-diretora pediu que a PM verificasse o que estava acontecendo.

Fonte: Com informações do G1