Alvos de assaltos, mototaxistas reclamam da falta de ação policial em Teresina

Alvos de assaltos, mototaxistas reclamam da falta de ação policial em Teresina

Aumento dos casos de violência está deixando a categoria bastante alarmada, muitos já pensam em andar armados

A grande quantidade de assaltos a mototaxistas em Teresina vem sendo alvo de reclamações há algum tempo e, no último final de semana, voltou fortemente ao centro das atenções com um caso de crime bárbaro que ocorreu na zona Sudeste da capital.

Na madrugada de domingo (09), um mototaxista sofreu um assalto na região do Grande Dirceu e teve seus olhos perfurados e mãos cortadas.

Luís Alberto da Silva, de 54 anos, estava trabalhando próximo a um movimentado bar no Dirceu, zona Sudeste de Teresina, e pegou um passageiro para levá-lo até o Bairro Renascença, ainda na zona Sudeste da capital.

Ao chegar no local de desembarque, dois outros homens apareceram e anunciaram o assalto e agrediram a vítima com golpes de faca nos olhos e nas mãos.

Com a sensação de medo se dispersando entre os trabalhadores da classe, alguns pensam em tomar medidas mais drásticas: “O sentimento de medo é tão grande que conversando com alguns dos colegas, eles disseram que estão pensando em andar armados”, disse o mototaxista Luís Roberto. Para ele, a classe precisa se unir para cobrar mais segurança:

“Nós trabalhamos sozinhos por toda a cidade e, infelizmente, não é fácil separar pessoas de bem de bandidos. Para sobreviver, pegamos as corridas, mas rezando para que não aconteça nada com a gente”.

Ricardo da Costa, presidente do Sindicato de Mototaxistas de Teresina, afirma que o número de assaltos em Teresina vem crescendo com o passar dos anos: “Nos estamos sendo constantemente assaltados, fazemos manifestações pedindo mais segurança, mas e as autoridades não fazem nada quanto a isso”.

Ricardo não concorda com os mototaxistas que pretendem andar armados: “Ter uma arma não resolve, muito pelo contrário, só gera mais violência. Nós temos é que contar com o auxílio do poder público na realização de blitzen noturnas, que quase ninguém vê, e abordagem para revistas aos passageiros”, concluiu o representante da categoria.

Fonte: Victor Costa