Análise preliminar do caso Juan aponta que cápsulas são da PM

Análise preliminar do caso Juan aponta que cápsulas são da PM

O laudo completo feito pelo Instituto de Criminalística deve ser concluído apenas nos próximos dias.

Informações preliminares do laudo feito com base na reconstituição do tiroteio que supostamente feriu o menino Juan Moraes, 11, na favela Danon, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), apontam que todas as cápsulas encontradas no local são de fuzis usados por dois policiais militares.

A informação poderá afastar a possibilidade de ter havido um confronto entre PMs e traficantes na noite do dia 20 de junho quando Juan desapareceu. Segundo a Polícia Civil, as cápsulas foram recolhidas pela perícia apenas uma semana depois do crime e são de calibres 556 e 762.

O laudo completo feito pelo Instituto de Criminalística deve ser concluído apenas nos próximos dias. Por conta disso, ainda não foram divulgados os nomes dos dois PMs que teriam usado as armas. Ao todo, quatro policiais participaram da ação no local onde o garoto desapareceu.

Juan e seu irmão, Weslley Felipe de Moraes, 14, tinham ido levar para casa, na estrada de Madureira, duas crianças de quem a mãe deles toma conta. Na volta, passavam por um beco na rua Paulo Lemos quando se depararam com o tiroteio.

Weslley foi atingido no ombro e na perna esquerda por duas balas perdidas e acabou desmaiando, mas disse que chegou a ver o menino ser baleado. Ao acordar, entretanto, ele tinha desaparecido. O irmão de Juan foi incluído no programa de proteção a testemunhas.

Outro jovem Wanderson de Assis, 19, é acusado de envolvimento com traficantes da favela e foi baleado no suposto confronto com a polícia. Sua família também foi incluída no programa de proteção a testemunhas.

Os PMs foram afastados das ruas e transferidos para o quartel central. Eles não estão presos, mas com a transferência deixam de receber uma gratificação de cerca de R$ 400. A polícia também analisa as informações do localizador via satélite instalado nos veículos da PM que estavam no local.

Fonte: Folha.com