Apaixonada por noiva, mulher paga morte de modelo, diz polícia

Apaixonada por noiva, mulher paga morte de modelo, diz polícia

Além dela, foram detidos três homens: um por ter sido o atirador.

A Polícia Civil da Paraíba prendeu nesta quinta-feira quatro pessoas suspeitas de terem assassinado o modelo Dalmi Carvalho Barbosa, 27 anos, no dia 22 de dezembro em Santa Rita, interior do Estado. Conforme a polícia, a motivação do crime foi passional. Uma mulher de 27 anos, identificada como Ana Paula Teodósio, teria sido a mandante do homicídio. De acordo com a polícia, ela estaria apaixonada pela noiva do modelo e por isso arquitetou a morte dele.

Além dela, foram detidos três homens: um por ter sido o atirador, outro por auxiliar na efetivação do crime e um terceiro por fornecer a arma. A polícia recolheu o veículo usado na fuga, um revólver e chegou à conclusão de que um suspeito recebeu R$ 100 para matar o modelo e outro teve uma dívida de R$ 400 perdoada. A polícia afirmou ainda que a suspeita criou uma história falsa de que estava no dentista durante o crime e falsificou um atestado médico. As testemunhas haviam afirmado após o crime que seria uma tentativa de assalto, mas os investigadores concluíram que a morte foi premeditada.

Durante entrevista coletiva à imprensa, o delegado Pedro Ivo explicou que entre Dalmi, a namorada dele, Raquel Teófilo de Souza, e a acusada havia inicialmente uma relação de amizade, que foi desfeita por conta do comportamento doentio de Ana Paula em relação à namorada da vítima. "Paulinha a presenteava, mandava mensagens e nutria sentimentos amorosos não correspondidos por Raquel. Isso foi constatado depois que um dos presentes, um celular, foi apreendido", disse ele, acrescentando que o casal estava com casamento marcado para o dia 18 de janeiro deste ano.

No dia 29 de agosto do ano passado, a suspeita chegou a invadir o apartamento de Raquel, o que resultou em danos nos veículos dela e da vítima e em um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) realizado na 1ª Delegacia Distrital de Cruz das Armas, em João Pessoa. "Ela se mostrou bastante fria, inclusive nos depoimentos tomados na delegacia. Negou duas vezes ter participado do delito e afirmou que tinha relação de carinho por ambos. A verdade é que preparou o assassinato por quatro meses", frisou Pedro Ivo.

Fonte: Terra