Após chegada da Força Nacional, número de homicídios cai 24% na capital

A Força Nacional completou um mês de atuação no Piauí e através de ações integradas com as Polícias Civil, Militar, Corpo de Bombeiros, Rodoviária Federal e Polícia Federal, houve queda de 37%

A Força Nacional completa um mês de atuação no Piauí nesta quinta-feira (16). E os resultados das ações em conjunto com as demais forças policiais mostraram que o índice geral de violência caiu em 37%, e que as mortes violentas em todo o estado caíram em 4,7%.


Em parceria com as Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros, atuando com o reforço da Força Nacional e também em parceria com a Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal, apenas em Teresina, foi registrada a queda nos números de roubos de veículos (45,7%), roubos (31,4%) e homicídios dolosos (24,07%).

Durante esse período de ação, ainda no primeiro trimestre, foram efetuadas 612 prisões em flagrante e 93 menores foram autuados. Além disso, as polícias também efetuaram a apreensão de quase meia tonelada de entorpecentes (maconha e cocaína).

Para o secretário de Segurança, a união das forças policiais tem conseguido reduzir de forma consistente os índices de criminalidade, sobretudo, com a atuação da Força Nacional. “Essa diminuição não acontece apenas pela presença da Força Nacional, mas sim da união de forças do bloco de segurança. Trabalhamos em cima de dados, de forma científica, queremos colocar a polícia na hora certa e nos lugares certos”, explica Fábio Abreu.

Foi feito um estudo, por meio do setor de inteligência da Secretaria para mapear áreas de ocorrência em toda a cidade para que hoje a Força Nacional estivesse totalmente ambientada e apta a fazer incursões, sozinha ou em apoio, aos policiais locais. O grande desafio do trabalho policial é o combate à crise da segurança pública, que em 2014 registrou 700 homicídios, sendo 93 deles apenas em novembro.

Ainda de acordo com Fábio Abreu, a população tem sido fundamental no sucesso das operações, e a chegada de novos policiais militares e civis também serão um grande reforço. “A população tanto tem dado sinais de que a segurança está sendo estabelecida como também tem sido fundamental para combater a criminalidade através de denúncias. E a nossa a perspectiva é que a segurança pública melhore ainda mais, com mais 400 novos policiais militares e 200 novos policiais civis, entre delegados, escrivães e agentes”, finaliza o secretário de Segurança.

 

Fonte: Virgínia Santos e Lucrécio Arrais