Aposentado que atropelou e matou jovem diz que não fala à polícia

Aposentado que atropelou e matou jovem diz que não fala à polícia

O veículo foi encontrado na última quinta-feira (4) numa oficina mecânica do bairro Macuco.

O aposentado Paulo Eduardo da Silva, 58, acusado de atropelar e matar uma jovem que voltava do trabalho, no mês passado, em Santos (72 km de São Paulo), apresentou-se nesta terça-feira (9) no 7º DP (Distrito Policial) e disse que não falará ao delegado, só prestará depoimento diante de um juiz.

Ana Carolina Teixeira, de 21 anos, era operadora de caixa em um restaurante no bairro Gonzaga. Por volta das 4h da madrugada do dia 23 de setembro, passava a pé diante de um prédio, a duas quadras da praia, e se preparava para pegar carona com um colega de trabalho quando foi atingida por um veículo de cor prata.

Imagens do circuito interno de segurança de um edifício próximo mostram que o automóvel é um Renault Logan, depois identificado como pertencente ao aposentado, que mora em São Paulo, mas tem apartamento em Santos. Uma testemunha disse à polícia que o veículo chegou danificado ao prédio onde Silva possui imóvel. No dia seguinte, ele registrou boletim de ocorrência, pela internet, por furto do carro.

Capô amassado

O veículo foi encontrado na última quinta-feira (4) numa oficina mecânica do bairro Macuco. Estava com o capô amassado, o para-brisa quebrado e sem o farol direito ?dados que batem com as informações prestadas pela testemunha. Não há prazo para a conclusão da perícia no carro, feita por peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo que estiveram em Santos para avaliar o veículo.

Na útlima terça pela manhã, o aposentado esteve no 7º DP, acompanhado por dois advogados. Após informar que somente se manifestaria em juízo, foi liberado.

Silva pode responder a processos por homicídio culposo (não intencional), omissão de socorro, fuga do local do acidente e falsa comunicação de crime. A pena máxima prevista no Código Penal para todos os crimes, juntos, é de seis anos de prisão ?exceto se o fato de não ter socorrido a vítima for substituído por multa, não especificada, o que reduziria a punição em até seis meses.

Fonte: UOL