Atirador que causou pânico em fuga diz que sentiu "algo muito ruim"

Atirador que causou pânico em fuga diz que sentiu "algo muito ruim"

Segundo a polícia, o suspeito roubou carros e os colidiu várias vezes, atirou aleatoriamente nas pessoas e nos veículos.

O administrador de empresas Michel Goldfarb Costa, 35, suspeito de atirar em várias pessoas em meio a uma fuga alucinada num percuso de 40 km, na última segunda-feira (9), vai prestar depoimento nesta quinta-feira. Ele se entregou na noite de ontem (11) no 26º DP (Sacomã).

Segundo a polícia, o suspeito roubou carros e os colidiu várias vezes, atirou aleatoriamente nas pessoas e nos veículos que trafegavam pela zona sul de São Paulo e sumiu, deixando para trás dois baleados, automóveis destruídos e paulistanos em pânico.

Em entrevista coletiva em frente à delegacia, Costa disse que "era ameaçado e perseguido por vizinhos".

"Nesse dia [segunda-feira], senti que algo de ruim iria acontecer", afirmou.

Olhos vermelhos, vestindo uma blusa de moleton e com ferimentos no rosto, mãos e nuca, ele falou a jornalistas encostado a uma árvore.

"Tive problemas com meus vizinhos devido a eu ter dez cachorros. Tive problemas de discussão, ameaça e um vizinho jogou pedras na minha casa", disse Costa.

Ele afirmou que ficou horas escondido num tubo de esgoto, cercado de sujeira, na marginal Tietê. "Eu andava em alta velocidade e desviava dos carros", contou.

Pela manhã, ele havia feito um contato com um amigo. O advogado então fez contato com o administradir e negociou a apresentação dele.

A polícia suspeita que o jovem teve um surto psicótico, já que sofria mania de perseguição, segundo a namorada do jovem, a estudante de psicologia Luciane Rodrigues, 35.

Uma pessoa viu o rapaz sair do condomínio, em Cotia (Grande São Paulo), na direção de seu Toyota Corolla blindado vestindo um colete à prova de balas na madrugada de segunda-feira. Na mão direita, ele tinha uma pistola automática.

Na casa dele, a polícia localizou apenas uma porção de maconha. Não havia medicamentos controlados.

"Eu quero pedir perdão a todas as pessoas que passaram pelo perigo da minha fuga, pus pessoas em risco. Queremos uma sociedade melhor, em que as pessoas não precisem de carros blindados e coletes", disse.

Fonte: Folha.com