Bope reforça tropa no Complexo do Alemão para retomar buscas

Bope reforça tropa no Complexo do Alemão para retomar buscas

Segundo comandante do Bope, alguns podem ter conseguido sair da favela.

Com um balanço de 20 presos e três mortos numa operação que tanto a polícia quanto a população temiam um derramamento de sangue, a polícia do Rio investiga uma possível fuga de traficantes do Conjunto de Favelas do Alemão por uma rede de esgotos da comunidade.

?Alguns foram presos tentando sair da comunidade vestidos de religiosos, de mata-mosquitos. É possível que alguns tenham conseguido e, ainda antes da operação, ter ido em direção ao (Morro do) Juramentinho?, admitiu o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Paulo Henrique Moraes.

Segundo ele, uma rede de grandes canais em um galeria de esgoto pode ter facilitado a fuga. ?São galerias de esgotos muito grandes, em que uma pessoa anda em pé, tranquilamente, e que ainda estão sendo investigadas?, contou Moraes. Ainda de acordo com ele, como as obras foram feitas por várias empreiteras e interrompidas algumas vezes, não há um engenheiro que conheça sua extensão por completo.

Oito dos 20 criminosos presos no primeiro dia de ocupação, segundo a polícia, foram detidos ainda sujos, quando tentavam entrar em bueiros da comunidade. Moraes acredita, no entanto, que ainda há bandidos na favela, que podem estar escondidos na rede de esgoto, em casas de moradores e na mata.

Polícia recomeça varredura nesta segunda (29)

Depois de interromperem as buscas de armas, drogas e criminosos no Conjunto de Favelas do Alemão no período da noite, a polícia começa na manhã desta segunda-feira (29) a retomar a operação na comunidade após a ocupação.

"Noite foi tranqüila. Ninguém foi preso, ninguém foi detido. Existe cerca de 150 homens do Bope dentro da favela e, nesta manhã, mais 90 vão se juntar a eles. É fundamental fazer uma limpeza da área. Essa é uma grande conquista territorial pra nós e uma outra conquista é da população. Não podemos perder isso", resumiu Moraes.

Fonte: g1, www.g1.com.br