Brasil e Paraguai se unem para achar "Maníaco  da Cruz" após fuga

Brasil e Paraguai se unem para achar "Maníaco da Cruz" após fuga

O rapaz, de 21 anos, ganhou o apelido macabro depois de matar três pessoas quando ainda era menor de idade. Os corpos foram encontrados em cemitérios

As polícias do Brasil e do Paraguai estão em busca de um fugitivo de uma unidade de internação em Mato Grosso do Sul. O rapaz, de 21 anos, ganhou o apelido macabro de "Maníaco da Cruz" depois de matar três pessoas quando ainda era menor de idade.

A população de Rio Brilhante, a 160 quilômetros de Campo Grande, está assustada. ?Está todo mundo falando que ele é muito perigoso?, diz uma moradora.

Em 2008, a cidade foi aterrorizada pela ação de um maníaco que fez três vítimas. O pedreiro Catalino Gardena, a frentista Letícia Neves de Oliveira e a jovem Gleice Kelly da Silva foram assassinados de forma violenta.

Os corpos foram encontrados em cemitérios ou terrenos baldios, sempre na mesma posição, como se tivessem sido crucificados. Por isso, o assassino foi chamado de maníaco da cruz.

Um adolescente, na época com 16 anos, confessou os crimes, mas como era menor foi encaminhado para uma unidade de internação. Dionatan Celestrino cumpriu três anos de medida sócioeducativa.

Laudos psiquiátricos atestam que o jovem é psicopata e representa um risco para a sociedade. Por isso o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que o estado mantivesse o rapaz sob custódia em tratamento psiquiátrico, o que nunca aconteceu.

A Polícia Militar começou as buscas por toda a região e já pediu ajuda para autoridades do Paraguai. ?Entramos em contato com a polícia nacional fornecendo fotografias, materiais que nós temos?, afirma o tenente coronel Ulisses César.

O estado diz que tentou transferir o interno para uma clínica psiquiátrica. ?Nenhuma clínica do estado aceitou a internação dele, e nem fora de Mato Grosso do Sul. Nós tentamos também e não foi aceito?, ressalta Hilton Vilassanti, superintendente de assistência sócioeducativa.

Para a Justiça, o estado falhou na custódia de uma pessoa que não tem condições para viver em sociedade. ?Uma determinação judicial tem que ser cumprida. Se não tem no estado, vai para fora do estado?, afirma Júlio Siqueira, desembargador do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul.

Fonte: G1