Brasileira de 21 anos é assassinada com tiro na cabeça por namorado em Buenos Aires

O namorado de Fernanda era funcionário administrativo da Mercedes Benz

Desde que recebeu a notícia da morte de sua filha de 21 anos, que estava morando em Buenos Aires, na Argentina, Paulo Soares Correia vive um drama para ter mais informações sobre o caso. O crime teria sido passional, diz ele.

O Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, confirma a morte da jovem, que estava em Buenos Aires fazendo dois cursos: um de comissária de bordo, outro de técnica em veterinária.

Fernanda Soares Correia morreu no dia 11 de abril. Segundo o advogado argentino Carlos Jorge, amigo de Fernanda, ela foi morta pelo namorado com um tiro no lado direito da cabeça. O rapaz, de 28 anos, teria se matado em seguida, também com um tiro na cabeça. Ele teria histórico de depressão, acrescenta Jorge.

Ainda de acordo com o advogado, o namorado de Fernanda era funcionário administrativo da Mercedes Benz e já tentara o suicído duas outras vezes. Carlos Jorge informou ainda que a polícia encontrou uma carta na qual o jovem dizia que a vida dele não era boa.

O pai de Fernanda, Paulo, que é pedreiro em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, ficou sabendo da morte de sua filha depois de uma ligação do consulado do Brasil em Buenos Aires. Amigos dela na Argentina também tentaram contato com a família para dar a notícia.

Ele contou que a filha foi morar fora há dois anos. Primeiro, ela teria alugado um apartamento com três amigos. Depois, teria conhecido o namorado e foi morar com ele. O advogado da família afirmou que os dois se conheceram pela internet.

Tanto o advogado Jorge quanto o pedreiro Paulo reclamam da falta de assistência do consulado brasileiro em Buenos Aires. ?Não sei o que aconteceu, a gente chega lá e não consegue conversar com ninguém, porque eu não sei falar espanhol. O consulado não quis ajudar em nada. Ficamos perdidos nisso?, disse o pai.

Por ter se tornado amigo de Fernanda, o advogado Carlos Jorge ajuda a família sem cobrar honorários.

Fonte: g1, www.g1.com.br