Cadela salva garoto de 15 anos de agressão e estupro

A vizinhança estranhou os insistentes latidos de Loba, a vira-latas adulta adotada pela família

Uma cadela vira-latas foi a principal responsável por salvar seu dono, um menino de 15 anos, de estupro. O caso ocorreu nesse fim de semana, na cidade gaúcha de Bagé (366 km de Porto Alegre), fronteira com o Uruguai.

Ao ouvir as agressões que vinham de dentro de casa, a cadela Loba chamou a atenção da vizinhança. O invasor foi preso em flagrante. A mãe, que não quis se identificar, estava na casa de uma vizinha, enquanto o filho adolescente dormia sozinho em casa.

A vizinhança estranhou os insistentes latidos de Loba, a vira-latas adulta adotada pela família, que também se jogava contra a porta da casa. Ao se aproximarem de uma janela, os vizinhos conseguiram ouvir gritos de socorro do garoto.

Quando tentavam entrar na casa, um homem deixou o local nu, correndo pela rua. Ele foi preso em seguida pela Brigada Militar, e identificado como Jorge Luis Lemos Arriera. Já Loba, até então tida como mascote da família, ganhou o status de heroína.

Agressões

Conforme o relato do jovem de 15 anos, Arriera invadiu a casa e começou a agredi-lo com uma barra de ferro. Com escoriações pelo corpo, ele contou que não conseguia se desvencilhar do agressor, que apertava seu pescoço e lhe agredia o rosto.

Preso, o homem de 42 anos foi encaminhado ao presídio regional de Bagé. Segundo a delegada Juliana Garrastazú, da Delegacia de Pronto Atendimento da cidade, responsável pelo cartório da Criança e do Adolescente Vítima, trata-se de um caso grave e inusitado.

"Ele agrediu a vítima, jogou uma TV contra ela e tentou mordê-la. Mas ainda não sabemos se ele estava sob efeito de alguma substância no momento da agressão", afirmou a delegada. Informalmente, testemunhas relataram que Arriera estava bêbado.

O homem, que não possuía antecedentes criminais, era conhecido da vizinhança, pois vendia panelas de porta em porta. Ele foi autuado por tentativa de estupro e de homicídio. A delegada deve ouvir a vítima e testemunhas nos próximos dias.

Fonte: UOL