Caso Eliza: Perito foi impedido de fazer perícia

Sanguinetti diz acreditar que não há DNA do adolescente no carro

O perito alagoano George Sanguinetti está em Belo Horizonte nesta quarta-feira (6) para analisar a Range Rover do goleiro Bruno Fernandes, um dos réus do processo que investiga o desaparecimento de Eliza Samudio. Em entrevista por telefone, o especialista afirmou que foi impedido pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues de colher material no veículo, que está no pátio do Instituto de Criminalística da capital. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o veículo foi usado para levar Eliza Samudio do Rio de Janeiro para Minas Gerais, onde teria sido morta.

De acordo com informações da assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foi permitido que George Sanguinetti acompanhasse a perícia do veículo porque a coleta do material já foi feita por funcionários do instituto e não pode ser feita nova coleta.

Segundo Sanguinetti, o Instituto de Criminalística permitiu que ele examinasse o material que já havia sido colhido do carro, mas, segundo ele, isso pode prejudicar a investigação. Sanguinetti diz, ainda, que o inquérito aponta a presença de sangue do adolescente que teria ajudado no suposto seqüestro de Eliza Samudio. Ele diz que quer colher material do veículo pessoalmente para conferir a informação.

Sanguinetti lembra o fato que foi confirmada a presença de sangue de Eliza Samudio - que seria relativo a coronhadas na cabeça - dentro do carro.

O perito afirma que a Justiça não tem prova direta da morte de Eliza porque o corpo da jovem não foi encontrado. Segundo ele, a polícia teria a intenção de usar provas indiretas para concluir o caso, como o sangue e os relatos do adolescente, por exemplo.

Sanguinetti diz acreditar que não há material genético do adolescente no carro. Ele diz que o próximo passo é pedir para que o advogado Zanone Júnior solicite uma autorização para a coleta direta do material.

Está prevista para hoje, segundo Sanguinetti, a conclusão de uma análise sobre provas indiretas que pode inocentar Bruno.

Fonte: g1, www.g1.com.br