Caso Eloá: Lindemberg Alves se recusa a depor em audiência

Caso Eloá: Lindemberg Alves se recusa a depor em audiência

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o processo voltará ao juiz de Santo André

A Justiça paulista pretendia ouvir nesta sexta-feira o depoimento de Lindemberg Alves Fernandes, acusado de manter a ex-namorada Eloá Pimentel refém e assassiná-la, em 2008, mas o réu se recusou a falar. A audiência aconteceu no Fórum de Tremembé, município paulista que abriga o presídio onde Lindemberg aguarda julgamento.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o processo voltará ao juiz de Santo André, onde aconteceu o crime, que não tem um prazo definido para decidir se levará o acusado a júri popular ou não. Em março, a Justiça realizou audiência com cinco testemunhas do caso, entre elas Nayara Rodrigues da Silva, amiga da vítima que também ficou em poder de Lindemberg e foi baleada durante a operação de resgate. Ao juiz, ela reafirmou a versão já apresentada à Justiça. Em abril, foi interrogada a última testemunha, um tenente da Polícia Militar que participou da invasão ao apartamento onde as jovens eram feitas reféns.

O julgamento de Lindemberg estava marcado para o dia 21 de fevereiro, mas, por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o processo teve de retornar à fase de instrução. Em abril, a 16ª Câmara de Direito Criminal negou, por unanimidade, habeas-corpus ao réu.

O caso

Lindemberg, então com 22 anos, fez Eloá, à época com 15 anos, refém no apartamento da família dela depois de invadir o imóvel na tarde do dia 13 de outubro de 2008. A adolescente estava no local com a amiga Nayara Rodrigues da Silva, também com 15 anos na época, e dois colegas de escola. Os meninos foram liberados naquela noite.

Nayara saiu do cativeiro no dia seguinte, após 33 horas. Ela retornou ao apartamento no dia 16, em uma tentativa de negociar com Lindemberg, mas foi capturada novamente e lá permaneceu até o desfecho do sequestro. A ação terminou com as duas meninas baleadas pelo sequestrador, em 17 de outubro.

Integrantes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar (PM) alegam que invadiram o apartamento após terem ouvido um tiro. Eloá teve morte cerebral confirmada dois dias depois. Nayara levou um tiro no rosto e teve recuperação total.

Fonte: Terra, www.terra.com.br