Celular em presídio de AL chega a custar R$ 10 mil para traficantes detidos

Celulares podem custar caro dentro do presídio

A "mordomia" dentro do sistema penitenciário alagoano é de alto custo para os detentos. Em épocas de fiscalização intensa, por exemplo, um telefone celular chega a custar R$ 10 mil no Presídio de Segurança Máxima. Os detentos que podem pagar esta quantia estariam ligados ao tráfico de drogas.


Celular em presídio de AL chega a custar R$ 10 mil para traficantes detidos

Essas informações foram passadas ao juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto. Com o valor seria possível comprar cinco smartphones de alta performance.

Após assistir ao vídeo da festa de presos com direito a churrasco, maconha e cerveja exibido nessa quarta-feira (2), pelo Fique Alerta, da TV Pajuçara/ Rede Record, o juiz afirmou que os reeducandos contam com a permissão de agentes penitenciários e que será aberto um processo administrativo para identificar e punir os infratores. ?Tem de haver a permissão dos agentes. Não tem como entrar na unidade sem passar primeiramente por eles?, destacou.


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Os reeducandos que aparecem nas imagens seriam José Rui Monteiro de Araújo, acusado de tráfico de drogas e formação de quadrilha, e Gregório Aquino, condenado por homicídio. Eles estão detidos no Baldomero Cavalcanti. Na última sexta-feira, 27, os agentes penitenciários do presídio Cyridão Durval registraram o recebimento de duas geladeiras para beneficiar reeducandos.

A entrada desse e de outros eletrodomésticos é permitida pela Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), mas não é vista com "bons olhos" pelos agentes penitenciários. A pasta permite que por cela pode ter até oito ventiladores, uma televisão e uma geladeira de 280 litros ou frigobar para cada 150 detentos.

Para o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Jarbas de Souza, o recebimento desse tipo de eletrodoméstico possibilita também a entrada de drogas e outros produtos escondidos em compartimentos secretos. ?As máquinas de raio-X do Baldomero e do Cyridião estão paradas há mais de um ano. Eles querem desmoralizar o estatal para virem com a ideia de privatização do sistema?, disse.

A pasta confirmou que, além dos presídios citados pelo sindicalista, o de Segurança Máxima também está sem o equipamento, mas que está prevista a aquisição de cinco máquinas.

Bloqueador

Nas imagens também é possível ver os presos conversando em telefones celulares. Em Alagoas, dos oito presídios, apenas um conta com a tecnologia para bloquear o sinal desses aparelhos. O único que faz esse tipo de bloqueio é o Presídio do Agreste, localizado em Girau do Ponciano, a 159 Km de Maceió.

Os dados são da Seris. No dia 21 de maio, o detento Sílvio da Silva, que estava preso no Presídio de Segurança Máxima Baldomero Cavalcanti de Oliveira, atualizava com frequência o perfil no Facebook.

Fonte: UOL