Comerciantes da Rodoviária dos Pobres sofrem assaltos

Comerciantes da Rodoviária dos Pobres sofrem assaltos

Os comerciantes se queixam da ausência de polícia durante a noite

Uma região grande com vários bairros e vilas. Uma movimentação intensa pela BR-316. Diante deste cenário um ponto chama a atenção: é a rodoviária dos pobres. Localizada no quilômetro 7, Zona Sul de Teresina. Os comerciantes oferecem alimentação e bebidas aos passageiros. Há vários anos eles são alvo de bandidos, arrombadores e assaltantes.

Os comerciantes se queixam da ausência de polícia durante a noite. Além disso, um terreno baldio atrás da rodoviária que facilita a ação dos ladrões. A área é apontada como sendo território do tráfico de drogas. No local, as vítimas usam cães para afastar os ladrões e em alguns comércios existem sensores de presenças e sistemas de alarmes.

Para dificultar o acesso dos bandidos alguns comerciantes recorrem a tudo, até mesmo um forro de madeira improvisado. Mas todos pedem a mesma coisa, desejam um trabalho permanente por parte das polícias civil e militar. ?A gente luta todo dia e quando é no outro dia tem que comprar todas as coisas de novo porque os vândalos entram e levam tudo. Fica sem jeito. Levam frutas, carne, cigarros, bebidas alcóolicas, levaram tudo?, conta a comerciante Maria do Perpétuo Socorro.


Comerciantes da Rodoviária dos Pobres reclamam de onda de assaltos

?Tem um terreno que é vazio, não tem praticamente dono porque a pessoa proprietária nunca murou, nunca fez nada. Só é mato. Tem dois ou três pontos que os caras já arrebentaram e a gente quer que se tome uma providência e aumente a segurança?, explica Erlon Dias Santos, comerciante no local.

Para se ter uma ideia, um dos comércios presentes na Rodoviária dos Pobres foi arrombado em 2012, três vezes na mesma semana e duas delas pelo mesmo bandido. Na época o bandido foi preso e conduzido até a delegacia, mas o mesmo não ficou detido nem sequer um dia e ainda continua agindo na área.


Comerciantes da Rodoviária dos Pobres reclamam de onda de assaltos

?A gente queria que eles mandassem as viaturas fazerem diligências por aqui umas quatro vezes por noite, por trás da rodoviária que aqui está horrível. É venda de drogas, tudo que é ruim, está demais. O perigo aqui é depois das 22h, quando os comerciantes chegam pela manhã para trabalhar e seus estabelecimentos estão arrombados?, pontua a comerciante Maria Eliane Araújo.

Fonte: Marcilany Rodrigues