Corpo encontrado em SP não teria uma das mãos. Polícia vai fazer DNA para identificação

Corpo encontrado em SP não teria uma das mãos. Polícia vai fazer DNA para identificação

Próximo aos restos mortais, encontrados em uma encosta, a polícia também achou vestígios de roupa feminina, junto a pneus e madeira

A Polícia Civil de Cachoeira Paulista (SP) vai fazer um exame de DNA em partes de um corpo carbonizado encontrado no bairro de São Miguel Paulista, que poderia ser de Eliza Samudio. A pedido da Polícia Civil de Minas Gerais, serão analisados no Instituto Médico-Legal (IML) de Guaratinguetá um dente e um fêmur retirados do cadáver, que estava sem uma das mãos. Próximo aos restos mortais, encontrados em uma encosta, a polícia também achou vestígios de roupa feminina, junto a pneus e madeira. Mas a definição do sexo da vítima só será possível com o exame de DNA.

Suspeito de matar Eliza, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Neném, estava sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Vespasiano (MG) por outro assassinato, em dezembro passado. Bruno Marques dos Reis foi morto com três tiros nas costas. De acordo com a assessoria da Polícia Civil de Minas Gerais e o delegado que investiga o caso, Cristiano Xavier, não há indícios confirmados da participação de Neném.

Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. No dia seguinte, O DIA noticiou, com exclusividade, o caso. Com equipes de reportagem no local, O DIA ONLINE acompanhou a investigação da história, minuto a minuto, a partir do dia 26 de junho.

A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa, mas logo conseguiu a liberdade. O goleiro e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança.

Na quarta-feira 7 de julho, a Justiça decretou prisão preventiva do goleiro Bruno, o amigo Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos - conhecido como "Neném", "Bola" ou "Paulista", sua mulher Dayanne e mais quatro envolvidos no crime. A polícia apreendeu ainda um menor, de 17 anos, primo de Bruno, que teria participado da trama. No dia seguinte, 8 de julho, a mãe de Eliza Samudio ganhou a guarda provisório do bebê, agora com 5 meses. No dia seguinte, Bruno, Macarrão e Neném foram convocados a prestar depoimento mas se negaram. Segundo seus advogados, os acusados só falarão em juízo.

Fonte: ODIAONLINE