Criador do WikiLeaks é preso por abuso sexual, diz polícia britânica

Criador do WikiLeaks é preso por abuso sexual, diz polícia britânica

A prisão ocorre por conta de uma ordem emitida na Suécia e válida na Europa

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, foi preso, informou nesta terça-feira (7) a Polícia Metropolitana de Londres.

A prisão ocorre por conta de uma ordem emitida na Suécia e válida na Europa. O australiano Assange, de 39 anos, é acusado de crimes de abuso sexuais, ocorridos em agosto naquele país. Ele nega as acusações.

Ele é o centro de uma polêmica mundial depois que seu site, especializado em vazar documentos secretos, começou a vazar mais de 250 mil correspondências diplomáticas norte-americanas, o que gerou críticas de governos de todo o mundo, liderados pelo norte-americano.

A polícia informou em comunicado que Assange entregou-se e foi preso por volta das 9h30 locais (7h30 do horário brasileiro de verão), em uma delegacia de Londres. Seu paradeiro anterior à prisão não foi informado.

Um de seus advogados havia informado na véspera que Assange iria se apresentar às autoridades britânicas, após uma negociação.

Ele deve comparecer ao tribunal de primeira instância de Westminster ainda nesta terça para prestar depoimento. Assange deve ser extraditado para a Suécia para interrogatório. Ele recebeu das autoridades suecas recebeu das autoridades suecas uma acusação de coerção ilegal, duas acusações de assédio sexual e uma de estupro, todas elas supostamente cometidas em 20 de agosto.

"O WikiLeaks está operacional. Continuamos no mesmo caminho planejado", disse Kristinn Hrafnsson, porta-voz da organização. "Qualquer desenvolvimento relacionando com Julian Assange não vão mudar os planos que temos em relação às publicações hoje e nos próximos dias."

Ele disse que o site está sendo mantido por um grupo de pessoas localizado em Londres e em outros locais.

Voluntárias suecas

Assange tem passado grande parte de seu tempo na Suécia. No começo do ano ele foi acusado de má conduta sexual com duas voluntárias suecas do WikiLeaks.

Promotores suecos abriram, suspenderam, e depois reabriram a investigação sobre as alegações. O crime de que ele está sendo acusado é o menos grave de três categorias de estupro. A pena máxima prevista é de quatro anos na prisão.

Se um juiz aprovar, sua extradição será autorizada e não irá violar seus direitos. Então, o juiz ordenará a extradição do fundador do WikiLeaks, apesar de ele ainda poder recorrer contra a decisão em instâncias mais elevadas.

O advogado sueco de Assange disse que seu cliente lutaria contra a extradição e que acredita que as potências estrangeiras estão influenciando a Suécia.

Fonte: g1, www.g1.com.br