Desaparecida não reconhece "amor bandido" na polícia

Juan é o homem que ela conheceu na Estação Sé do Metrô e com quem viveu um “amor bandido”

A auxiliar administrativa Sandra Regina Martins, de 39 anos, não reconheceu nenhum dos rostos dos retratos apresentados a ela pelos investigadores durante seu depoimento de mais de oito horas no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na segunda-feira (5). ?Apontei alguns que eram parecidos com o Juan, para tentar ajudar na identificação. Mas nenhum era ele?, disse.

Juan é o homem que ela conheceu na Estação Sé do Metrô no dia 21 e com quem viveu um ?amor bandido?, como ela própria definiu, por cinco dias pelas ruas de São Paulo. Depois de conhecer e se envolver com Juan, que se apresentou como médico e, posteriormente, afirmou ser um assaltante de bancos, Sandra Regina desapareceu no dia 29, uma terça-feira, e só retornou para casa, na Zona Sul de São Paulo, no sábado seguinte (3). Neste período, os pais, os irmãos e a filha de 11 anos quase não tiveram notícias dela e chegaram a temer pelo pior.

Depois de prestar depoimento no DHPP, Sandra Regina foi orientada pelos policiais a passar também no Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic). ?Os policiais querem que eu veja mais rostos de pessoas de outros estados para tentar reconhecê-lo?, afirmou.

De acordo com ela, Juan havia dito que tinha sido condenado por infringir vários artigos do Código Penal e que tinha saído recentemente da prisão. Chegou, inclusive, a mostrar um alvará de soltura com data recente. Além disso, o homem também lhe disse que tinha um irmão gêmeo, criminoso como ele.

A prisão deste irmão, de nome Adriano, foi um dos motivos alegados por ele para o casal se separar no sábado. ?Meu irmão foi preso. Eu estava pressentindo isso. Você comigo me arrisca e você se arrisca. Não quero que ninguém machuque você na rua. Vamos ter que se separar só esta noite, mas eu te amo?, disse Juan para Sandra, segundo relato dela ao G1, na noite desta segunda-feira.

Antes de se separarem, juraram se reencontrar às 11h de domingo (4) em frente à Catedral da Sé, no Centro. ?Só não vou se eu morrer? foram as palavras dele, segundo ela, antes da despedida. O reencontro não aconteceu. Cansada, Sandra foi se encontrar com uma amiga em Santana, na Zona Norte, no sábado à noite e de lá foi levada para a casa dos pais, onde mora.

Fonte: g1, www.g1.com.br