Detentos planejavam explodir presídio no Maranhão

O projeto já estava traçado e o material estocado, pronto para confecção das bombas

Um plano que resultaria na explos?o de pavilh?es da Casa de Deten??o (Cadet) foi descoberto por agentes penitenci?rios durante uma revista realizada na tarde de segunda-feira.

O projeto j? estava tra?ado e o material estocado, pronto para confec??o das bombas. Os detentos aproveitariam a confus?o que as detona?es provocariam para uma fuga em massa da unidade prisional.

Durante a revista, que contou com a participa??o de v?rios agentes penitenci?rios, foram encontrados no interior dos pavilh?es pequenos peda?os de ferro e esferas com cimento, al?m de p?lvora em p?.

?Eles pegaram um eixo de ventilador e o cortaram em 43 peda?os de aproximadamente um cent?metro. Reuniram, tamb?m, polcas dos eletrodom?sticos desmontados e as encheram com cimento. Al?m disso, escondiam uma garrafa pet pequena com

cerca de 350 gramas de p?lvora?, contou um agente penitenci?rio, que preferiu ficar no anonimato.

Com este material, os detentos fariam bombas para explodir os pavilh?es e assim promoverem uma fuga em massa do pres?dio, j? que o estrago seria muito grande e por certo as paredes n?o

resistiriam.

Este n?o foi o primeiro plano de fuga abortado na Cadet nos ltimos tempos. As constantes revistas realizadas naquela unidade prisional t?m retirado da carceragem0 dezenas de armas de fabrica??o artesanal, al?m de celulares, chips e carregadores.

Assim como em todas as demais unidades prisionais de Pedrinhas, a Casa de Deten??o conta com poucos agentes penitenci?rios para a vigil?ncia de cerca de 800 detentos, divididos em quatro pavilh?es.

A ?ltima tentativa de fuga evitada ocorreu em setembro e o plano estava sendo organizado por F?bio Luis Carvalho, Wallace das Merc?s Serra, Jo?o Felicidade Dias, Valdemar Ara?jo Bezerra e Wanderson Pimenta Sousa. O quinteto j? havia serrado as grades de ferro da cela 8 do Bloco C. Ainda em setembro, dois presos foram assassinados na unidade.

Dia 20, o detento conhecido como Gato Preto foi morto pelo colega de cela identificado como Burro Branco e, no dia 27, a v?tima foi Edivaldo Sousa. O autor do crime n?o foi identificado.

Fonte: Imirante