Divulgado foto de acusado de matar pai de Buchecha

Divulgado foto de acusado de matar pai de Buchecha

Testemunhas contaram que os dois brigaram e chegaram a se agredir num bar e

A polícia divulgou nesta terça-feira (30) a foto de um pedreiro suspeito de ter atirado contra Claudino de Souza Filho, pai do cantor Buchecha, morto na noite de domingo (27). Flávio Figueiredo, de 39 anos, foi reconhecido por uma testemunha.

Segundo o delegado Adilson Palácio, da 72ª DP (São Gonçalo), testemunhas contaram que os dois brigaram e chegaram a se agredir num bar e que Claudino havia deixado o local, mas resolveu retornar. Na volta, foi baleado por Flávio.

De acordo com Palácio, há equipes nas ruas atrás do suspeito e denúncias podem ser feitas através do Disque-Denúncia (2253-1177).

Há informações, ainda não confirmadas pela polícia, de que a discussão teria sido provocada por uma dívida de apenas R$ 10. "Se for, isso torna o crime ainda mais grave, pelo motívo fútil", afirmou o delegado, que disse ainda que o atirador estava a cinco metros de distância da vítima. Um projétil de pistola 765 foi encontrado no local do crime.

Crime premeditado

Para a polícia o crime foi premeditado. ?Descartamos a hipótese de assalto, sugerida pela família. Um assaltante não atira quatro vezes a uma distância de cinco metros. Ele chega perto da vítima para roubar?, explicou Palácio.

Claudino morreu após levar quatro tiros. Um na cabeça, dois no tórax e um no braço. A polícia também descartou a versão apresentada por moradores de que dois homens teriam passado em uma moto atirando. ?Nossa investigação aponta para apenas um suspeito. Pela posição em que o projétil foi encontrado, o atirador estava dentro do bar?, detalhou o delegado.

Ainda de acordo com Palácio, Claudino estava em um bar próximo a uma comunidade dominada pelo tráfico de drogas quando discutiu com uma pessoa, que também estava no estabelecimento.

?Após a briga, Claudino foi em casa buscar alguma coisa. Ao retornar ao bar, não teve chance de se defender. Acreditamos que o suspeito tenha imaginado que o pai de Buchecha havia ido pegar uma arma." Com o corpo da vítima, a polícia encontrou apenas uma cartela de aposta em corrida de cavalo. O delegado investiga se Claudino tinha dívidas de jogos de azar.

O dono do bar onde o crime ocorreu será ouvido pela polícia nesta segunda-feira (29). Outras pessoas que estavam no local também devem prestar depoimento. Segundo testemunhas, o suspeito teria ficado com a camisa da vítima.

Enterro

O corpo de Claudino foi sepultado às 16h de domingo (28), no cemitério Maruí, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Muito abatido, o cantor Buchecha não quis falar com a imprensa e entrou rapidamente em um carro após o enterro.

O cantor ficou arrasado com a notícia da morte do pai e se isolou em um quarto, segundo seu empresário, Sérgio Mama.

Buchecha só recebeu a notícia do assassinato de Claudino quando chegou de Porto Alegre, onde estava em turnê, por volta das 13h deste domingo.

Ainda de acordo com o empresário, Claudino gostava de fazer música com o filho. Um dos produtores que deu a notícia ao cantor foi Anderson Soares, conhecido como Gigante. "Buscamos ele por volta das 12h no aeroporto e ele só foi saber em casa. A família preferiu assim, porque ele gostava muito do pai", contou o produtor.

Pai e filho fizeram música nova esta semana

O empresário de Buchecha revelou ainda que pai e filho compuseram uma música nova esta semana. ?O pai dele era compositor de escola de samba e várias músicas do Buchecha são em parceira com ele?, afirmou.

De acordo com Sérgio, o cantor está em ótimo momento profissional, com o sucesso da música ?Romântico? ? segundo ele uma das mais tocadas nas rádios. ?Ele estava muito feliz, chegou brincando hoje no aeroporto. Foi muito difícil dar essa notícia. Ele saiu do enterro e desabou novamente?, contou.

Essa é a segunda grande perda na vida do cantor. Em 2002, seu parceiro Claudinho morreu em um acidente de carro. No disco de estréia da dupla ?Claudinho e Buchecha?, que incluía a música ?Conquista?, chegaram a vender mais de um milhão de cópias.

Fonte: g1, www.g1.com.br