Dono de restaurante mata o pai e mais três

Segundo o delegado, as outras três vítimas foram queima de arquivo

O atual proprietário do restaurante Rei do Bacalhau, na Ilha do Governador, no Rio, Antônio Fernando da Silva, foi preso no início da manhã desta quarta-feira (21) em sua casa, no mesmo bairro. Ele é suspeito de ter mandado matar o próprio pai adotivo, Plácido da Silva Nunes, o matador dele, o gerente financeiro do restaurante e um pai de santo. A prisão foi realizada por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) para onde o suspeito foi levado.

O delegado Rafael Willis, da 16ª DP, contou que estava investigando a morte do gerente financeiro do restaurante. Ele teria sido vítima de um assalto simulado, no início deste ano, na Barra da Tijuca.

"Começamos a investigar a suposta tentativa de assalto e chegamos ao autor de todos esses crimes", disse Willis.

Segundo o delegado, Antônio Fernando da Silva mandou matar o pai, Plácido Nunes, de 75 anos, então dono do restaurante em 2007. Além de dar desfalques no caixa do restaurante, segundo Willis, o filho se favoreceu do seguro do pai, que lhe rendeu cerca de R$ 2 milhões.

"Logo depois, o matador contratado começou a extorqui-lo ameaçando revelar que ele tinha mandado matar o próprio pai. Para se livrar do primeiro matador, ele contratou outro matador. Não satisfeito, mandou matar em seguida o seu pai de santo, que também já sabia muito da história", disse Willis.

O delegado disse que a morte do gerente financeiro do restaurante foi encomendada no início deste ano. A vítima estaria desconfiada dos desfalques no restaurante e ameaçava denunciá-lo por sonegação fiscal.

"Ele simulou uma tentativa de assalto na Barra. Ele não contava que iríamos investigar o caso a fundo. Fomos checando as informações e chegamos a autoria dos crimes. Todos foram mortos por queima de arquivo", disse o delegado.

O advogado Saulo Ramos, que aguarda o suspeito que vai prestar depoimento em juízo no Fórum, disse que ainda não teve contato com o cliente, e que ainda é prematuro tecer qualquer comentário a respeito do assunto.

Fonte: g1, www.g1.com.br